Qual a explicação para o Batismo de Jesus?

Mariza Tavares de Souza

É notório que o batismo de Jesus não era de arrependimento, pelo simples fato de João não querer batizar Jesus, como podemos observar quando ele diz ” Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”(Mateus 3.14).

Contudo, a explicação para o batismo de Jesus, nós encontramos no próprio texto, mediante a resposta de Jesus, quando declara “Deixa por enquanto, porque assim, nos convém cumprir toda a justiça.” (Mt 3.15). Podemos concluir aqui, que o batismo de Jesus, era para cumprir toda a justiça. Mas, o que significa essa expressão para nós?

O sentido dessa expressão, era que o batismo de Jesus era necessário, pois estava em conformidade com a justiça divina. É importante ressaltar, que o batismo de João tinha como objetivo cumprir três coisas relevantes: a primeira, era a aparição pública de Jesus; a segunda, era para cumprir a promessa de que era o próprio João quem anunciaria o Cristo; a terceira , a unção do Messias.

O batismo representava a unção de Jesus com o Espírito Santo, para o ofício e tarefa do Servo Messiânico do Senhor, da mesma forma que os reis, os sacerdotes e profetas eram ungidos.

Após Jesus ser batizado diz a Palavra de Deus: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus e viu o Espírito de Deus descendo como pomba , vindo sobre ele” (Mt 3.16). Podemos certificar, que o elemento principal no batismo de Jesus, não foi a água, porém, o Espírito Santo. Haja vista, que os Céus se abriram no momento em que Jesus foi batizado. E sabemos, que Céus abertos significam sempre acesso.

Logo após, aconteceu algo de maravilhoso e extraordinário, quando ouviu-se a voz de Deus que dizia: “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17). Depois de 400 anos de silêncio, Deus falava diretamente do céu, anunciando o maior de todos os acontecimentos.

Nesse momento Deus estava indicando que só Jesus era o escolhido para realizar a missão de salvação.

Mariza Tavares de Souza é Advogada e Mestre em Divindade (M. Div), com concentração em estudos Históricos-Teológicos pelo Centro Presbiteriano Pós-Graduação Andrew Jumper. Bacharel em Direito, Pela Universidade Federal do Pará (1984). Pós-Graduada em Direito Empresarial pela Universidade São Judas (2001). Professora da Escola Bíblica Dominical (classe adultos) da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. Natural de Belém-PA, em 14/10/1956. Casada há 40 anos com o Professor Universitário Eloi Tavares de Souza, Mãe e Avó.

Medite na Bíblia Sacramentalmente.

A meditação cristã difere de todos os outros tipos de meditação porque se concentra naquilo que Jesus diz; é a meditação na sua palavra, tal como ela nos é dada nas Escrituras [cf. Dt 6.6]. Meditamos na sua poderosa palavra. A palavra de Jesus tem um impacto sobre nós quando prestamos atenção a ela, faz sua obra em nós quando a ouvimos, e nos transforma interiormente quando permitimos que ela fale. As palavras de Jesus, na verdade, produzem nossa meditação. No entanto, isso não acontece automaticamente, e sim somente quando colocamos nossa confiança nela.

Como cristãos, todos nós já experimentamos o poder da Palavra de Deus em nós como uma palavra de juízo e salvação. O impacto desta palavra sobre nossa consciência é descrito mais vividamente em Hb 4.12-13:

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.

Quando meditamos na Palavra de Deus, estamos espiritualmente nus diante de Deus e à sua vista. Sua palavra nos coloca face a face com ele. Essa palavra penetra e expõe os desígnios secretos de nossos corações; ela nos deixa nus diante de Deus e nos considera responsáveis, diante dele, por aquilo que fazemos. Mas, o melhor de tudo, ela faz tudo isso para nos dar vida e realizar sua obra em nós.

Comentário de Lutero

Martinho Lutero explica o poder da meditação na Palavra de Deus de forma memorável em um sermão pregado no Natal de 1519. Nele, Lutero fala sobre a meditação “sacramental” nos Evangelhos e suas histórias a respeito de Jesus:

Todas as palavras e histórias dos evangelhos, são sacramentos de um tipo, sinais sagrados pelo quais Deus opera nos crentes aquilo que as histórias anunciam. Assim como o batismo é o sacramento pelo qual Deus nos restaura, e assim como a absolvição é o sacramento pelo qual Deus perdoa pecados, assim as palavras de Cristo são sacramentos pelo meio dos quais ele opera salvação. Por essa razão, o evangelho deve ser tomado sacramentalmente, isto é, as palavras de Cristo precisam ser meditadas como símbolos por meio dos quais se concede aquilo que as palavras por si mesmas representam: justiça, poder e salvação. Meditamos corretamente no evangelho quando o fazemos sacramentalmente, pois, por meio da fé, as palavras produzem aquilo que elas mesmas descrevem. Cristo nasceu; creia que ele nasceu por você e você nascerá novamente. Cristo venceu a morte e o pecado; creia que ele os venceu por você e você os vencerá. (WA 9.439,442)

Ao falar das palavras de Cristo como sacramentos, Lutero não está usando o termo em seu sentido estrito, mas de forma mais ampla, como uma ratificação divina, um sinal sagrado que transmite aquilo que anuncia. Nem a Palavra de Deus por si mesma nem a fé em si produzem o tipo de meditação que Deus deseja. Antes, meditação é o exercício da fé em Cristo e em sua palavra performativa, pois a fé recebe o que Cristo concede para nós por meio da sua palavra. Nós recebemos quando cremos…

Nosso Guia Espiritual

Lutero, em seu ensino sobre a meditação, destaca esse papel do Espírito Santo como nosso instruidor e guia. Sua premissa básica é de que o mesmo Espírito que inspirou as Escrituras ainda dá vida a elas e também a nós, por meio delas. Por isso ele diz:

Você deve meditar… não somente em seu coração, mas também externamente, repetindo e comparando o discurso oral e as palavras literais do livro, lendo e relendo-as com diligente atenção e reflexão, para que você possa perceber o que o Espírito Santo quer dizer por elas… Pois Deus não dará o seu Espírito a você sem a palavra externa; então tire proveito delas. A ordem de Deus para escrever, pregar, ler, ouvir, cantar, falar, etc. exteriormente não foi dada em vão. (AE 34.286)

Assim, recebemos o Espírito Santo proveniente do Pai ao meditarmos na palavra externa, a palavra que nos vem de fora, a palavra que nos fala a partir das Escrituras. Este entendimento de como o Espírito Santo é dado por meio da Palavra de Deus molda a prática evangélica da meditação. Antes de meditarmos naquilo que está escrito para nós nas Escrituras, fazemos bem em orar e pedir para Deus Pai, por meio do seu querido Filho, que envie o Espírito para nos Guiar, iluminar e capacitar. No entanto, não oramos apenas para que o Espírito Santo dirija a nossa meditação na sua palavra; nós, na verdade, recebemos o Espírito Santo ao meditarmos na palavra. Assim, meditamos na palavra para que o Espírito fale para nós o que Deus Pai tem a nos dizer e conceder por meio do seu Filho.

A Pregação do Espírito

O dom do Espírito Santo fica mais evidente naquilo que Lutero chama de “pregação do Espírito”. Com isso, ele se refere ao fluxo ocasional de inspiração e iluminação, de exultação e capacitação que nos vem ao meditarmos na Palavra de Deus. Não podemos forçar a inspiração; podemos somente recebê-la quando ela acontece. A iluminação é concedida quando prestamos atenção às Escrituras e ficamos profundamente interessados nelas de tal forma que elas falam pessoalmente para nós. Lutero dá esse conselho sobre a iluminação que vem na meditação:

Se tal abundância de bons pensamentos nos vem, devemos… dar espaço a tais pensamentos, ouvir em silêncio e não obstruí-los em em hipótese alguma. O próprio Espírito Santo prega aqui, e uma única palavra do seu sermão é muito melhor que milhares de orações nossas. (AE 43.198)

John W. Kleinig, Grace upon Grace: Spirituality for Today (St. Louis: Concordia, 2008) Bíblia de Estudo da Reforma, Almeida Revista e Atualizada, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.

JESUS CRISTO FOI CRIADO POR DEUS OU SEMPRE EXISTIU?

Mariza Tavares de Souza

Muitos negam a existência eterna de Jesus Cristo, baseados por um texto de Paulo aos Colossenses, que diz: ” Este (Jesus) é a imagem do Deus invisível e primogênito de toda a criação” (Cl 1.15). Argumentando que essa expressão, significa que Jesus foi o primeiro a ser criado por Deus em toda a criação.

Porém, essa interpretação está totalmente equivocada, pois a palavra “prototokos” (primogênito) frisa a preexistência e singularidade de Cristo, assim como, mostra a Sua superioridade sobre a criação.

Essa expressão “o primogênito de toda a criação”, não aponta de maneira alguma que Cristo foi criado, mas sim, que ele é o soberano da criação. Em Apocalipse 3.14, onde é dito “Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus”, em que muitos também se apegam a esse texto para negar a eternidade de Jesus, o termo grego arché (princípio) significa “origem”, ou “fonte”, ou seja, aquele que inicia. Jesus é o arquiteto da criação (Hb 1.2).

Jesus Cristo sempre existiu, ele é eterno, assim como Deus Pai é eterno. Jesus Cristo é Deus encarnado. Ele despontou a sua divindade e eternidade quando afirmou às pessoas, que o acompanhavam em seu ministério terreno: “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou! (Jo 8.58). Aqui, Jesus estava afirmando ser Deus em carne. Os judeus inclusive, quiseram apedrejá-lo até a morte, pois para os judeus consideravam isso uma blasfêmia, dizer que ele era eterno como Deus Pai. Essa declaração foi feita novamente por João quando falou sobre a natureza de Cristo “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus”(Jo 1.1). Antes de morrer em sua oração Jesus revela a sua eterna preexistência, quando ora ao Pai: “e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo”.

Mesmo antes dos registros dos tempos, Jesus e o Pai sempre foram um em essência, compartilhando do atributo da eternidade em igualdade. Tanto a natureza eterna de Deus, como o seu eterno poder são revelados mediante a Sua criação (Rm 1.20) e os homens tomam conhecimento disso pelo testemunho apresentado de sua criação. Futuramente Deus criará um novo céu e nova terra, que permanecerão com Ele, por toda a eternidade. E, nós que somos seus filhos vamos participar dessa eternidade junto com o nosso soberano Deus, pois fomos criados a Sua imagem.

As Escrituras, do Antigo e Novo Testamento certificam a preexistência de Jesus. Ele sempre existiu. Jesus é eterno Ele jamais vai mudar em sua essência, pois ele sempre será o mesmo. Jesus não teve princípio e jamais terá fim.

Mariza Tavares de Souza é Advogada e Mestre em Divindade (M. Div), com concentração em estudos Históricos-Teológicos pelo Centro Presbiteriano Pós-Graduação Andrew Jumper. Bacharel em Direito, Pela Universidade Federal do Pará (1984). Pós-Graduada em Direito Empresarial pela Universidade São Judas (2001). Professora da Escola Bíblica Dominical (classe adultos) da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. Natural de Belém-PA, em 14/10/1956. Casada há 40 anos com o Professor Universitário Eloi Tavares de Souza, Mãe e Avó.

QUE PENA: ACABEI COM AS COISAS DE MENINO!

Ivo Matias Damas


“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” (I Co.13:11)

1- Quando eu era menino, não me preocupava com o tal futuro. Quando crescemos, costumamos esquecer que o futuro a Deus pertence. Criamos expectativas negativas do futuro, e por isso sofremos.


2- Quando eu era menino, a simplicidade de uma bolinha de gude, uma pipa, uma partida de futebol na rua, um nado na lagoa, e até um banho na chuva, me faziam feliz. Quando crescemos, vamos querendo parecer ser o que não somos, e sofremos por não possuir o que não precisamos.


3- Quando eu era menino, pegava no sono rapidinho. Quando crescemos, as preocupações atrapalham o sono tranquilo.


4- Quando eu era menino, não me preocupava com o poder. Não armava situações para controlar nada. Quando crescemos, queremos exercer algum tipo de domínio, e, alguns de nós, chegam a produzir estratégias usando o próximo como escada.


5- Quando eu era menino, o sorriso era fácil. Quando crescemos, ficamos sempre com o pé atrás, pensando mil coisas ao mesmo tempo, dificultando a risada gostosa.


6- Quando eu era menino, a ira era passageira. Quando crescemos, aninhamos raiva no coração e gostamos de mantê-la.


7- Quando eu era menino, não suspeitava mal. Quando crescemos, suspeitamos de tudo e de todos. Dificilmente aprofundamos relacionamentos interpessoais.


8- Quando eu era menino, não era esnobe. Quando crescemos, não perdemos a chance de aparecer, de nos colocar sob as luzes da ribalta.


9- Quando eu era menino, não contabilizava os erros dos outros. Quando crescemos, tornamo-nos auto-indulgentes, minimizando nossas piores idiossincrasias, e maximizando o “argueiro” no olho do irmão.


10- Quando eu era menino, meu pai era meu herói, tudo resolvia. Quando crescemos, esquecemos que Deus é nosso Pai provedor.


Peço perdão a Deus por ter deixado de ser menino. O amor vai desaparecendo aos poucos quando deixamos de ser meninos.
Que tal voltarmos a ser meninos?

Presbítero Ivo Matias Damas

DESFRUTANDO A VIDA ETERNA NO PRESENTE: O AMOR AOS IRMÃOS

Mariza Tavares de Souza

O Novo Testamento deixa bastante claro que a vida eterna não se trata de uma condição que recebemos quando morremos e vamos para o céu. Ao contrário, trata-se de uma vida que podemos desfrutar no presente. É muito mais do que uma vida próspera financeiramente, uma profissão bem-sucedida, um casamento feliz ou uma família unida. É a vida que Cristo apresenta, quando diz: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt. 4.4). É desfrutar de uma comunhão constante com Deus e de um relacionamento íntimo e prazeroso. Nada nesse mundo se iguala ao deleite de compartilhar a vida com Deus!

Com a vida eterna em nós, a única coisa que queremos é viver – no sentido de aplicarmos em nossa vida os ensinamentos de Cristo que aprendemos do Evangelho. Devemos espelharmos e testemunharmos Cristo, através de nossas ações e atitudes, exalando o bom perfume de Cristo por onde passarmos, a fim de que às pessoas possam ver Cristo em nós e possam se certificarem que somos pessoas vivificadas e fomos transformadas pelo poder de Deus. Isso tudo acontece porque quando Deus vivifica e regenera, Ele transmite a sua própria vida espiritual à pessoa. Essa vida espiritual transmitida faz nascer um relacionamento pessoal, intimo entre ambos, fazendo com que a pessoa regenerada deseje ardentemente a cada dia conhecer mais a Deus e a Jesus Cristo (Jo. 17.3). Ela passa a compartilhar a sua vida com Deus por intermédio de Cristo (1Jo. 1.1-4).

A vida eterna que recebemos é um dom divino e uma propriedade que tomamos posse perpetuamente. Nada nesse mundo tirará, de nós, essa graça que nos foi concedida. Jesus afirma: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo. 10.28). A Vida Eterna começa aqui e agora. Já estamos vivendo a vida eterna hoje, pois o Evangelho afirma que o Reino já chegou. Não devemos ficar de braços cruzados aguardando a volta de Cristo. Devemos viver o presente intensamente; trabalhando em prol do Reino de Deus; e desejo ardente em nosso coração pela Segunda Vinda do nosso Senhor.

Muitos ao receberem a nova vida se acomodam. Eles ainda vivem com medo de perderem a salvação. Vivem em busca de revelação e profecias, ou buscando rituais de aproximação – em vez de viver a vida em toda a sua plenitude, que lhe é permitida viver nesse mundo. Precisamos desfrutar da certeza de nossa salvação, manejando bem a palavra da verdade (2Tm. 2.15-16) e não ficar dando ouvidos as experiências de fontes duvidosas. Devemos seguir a orientação de Paulo à Timóteo, quando diz: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual foste chamado de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas” (1Tm. 6.12).

Em termos subjetivos, o grande testemunho da nossa salvação é o testemunho interno do Espírito Santo, que assegura em nosso íntimo que somos filhos de Deus (Rm. 8.15-17). Contudo, a Escritura também nos fala de evidências externas da nossa filiação. Uma delas é a manifestação do amor sincero dedicado aos irmãos. O cuidado, o zelo, a generosidade e o carinho que os dispensamos é uma forma de mostrarmos que cremos realmente em Cristo e que estamos unidos a Ele. Esse sentimento sublime, é uma prova dessa gloriosa dádiva permanente em nós. A vida no sentido espiritual substitui a morte do cristão. A vida espiritual de cada pessoa é medida pelo amor que é demonstrado pelos irmãos. É impossível uma pessoa ser um cristão e não praticar o amor fraterno. João é bem enfático ao dizer que os “vivos” amam e os “mortos” odeiam: “Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si” (1Jo. 3.14-15).

A mensagem de João, no texto acima, é sobre o amor ao próximo. Quando Jesus esteve aqui na terra, ele nos deu um novo mandamento: que deveríamos amar uns aos outros, assim como ele nos amou (Jo. 13.34). É desse amor que João está se referindo. João expõe, em sua primeira Carta (3.23), o mandamento de Cristo: “Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.” Esse novo mandamento equivale as duas partes dos Dez Mandamentos, sendo que a primeira parte tem prioridade sobre a segunda. João prossegue narrando o ódio em que o mundo vive após a Queda. Ele menciona o primeiro assassinato ocorrido no mundo, motivado pelo ódio de Caim contra o seu irmão Abel, afirmando que foi devido à justiça de Abel. Enquanto estivermos nesse mundo, haverá ódio e desamor dos ímpios pelos crentes. Isso não deve causar espanto, pois eles estão mortos espiritualmente. Contudo, essa falta de amor não pode acontecer entre os cristãos, porque já passamos da morte para a vida e quem que não ama permanece na morte (3.14). João declara que quem odeia o irmão é assassino, e não tem a vida eterna permanente em si (3.15).

Removido do Livro: Teologia da Prosperidade a Luz das Escrituras .

undefined Mariza Tavares de Souza é Advogada e Mestre em Divindade (M. Div), com concentração em estudos Históricos-Teológicos pelo Centro Presbiteriano Pós-Graduação Andrew Jumper. Bacharel em Direito, Pela Universidade Federal do Pará (1984). Pós-Graduada em Direito Empresarial pela Universidade São Judas (2001). Professora da Escola Bíblica Dominical (classe adultos) da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. Natural de Belém-PA, em 14/10/1956. Casada há 40 anos com o Professor Universitário Eloi Tavares de Souza, Mãe e Avó.

Batismo Infantil

Rev. Leandro Lima

A circuncisão separava os filhos dos crentes dos filhos dos incrédulos e os localizava sob as asas protetoras do pacto (Gn 17.10-12). Quando Deus estabeleceu seu pacto com Abraão, ele ordenou: “Esta é a minha aliança que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio, será isso por sinal de aliança entre mim e vós” (Gn 17.10-11). Deus não trabalha apenas com indivíduos, mas com famílias. Para “você e sua casa” é uma frase comum em ambos testamentos. No caso de Abraão , Deus estabeleceu um sinal pactual que fizesse separação entre os filhos de crentes e os filhos de incrédulos. Note que a circuncisão não apenas representava a separação, ela era a separação, Deus ordenou que os infantes (de oito dias) em Israel fossem circuncidados. Abraão creu em Deus e por isso foi justificado. Circuncidareis seu filho era uma atitude de fé na promessa de Deus. Por que será que Deus não esperou o filho de Abraão tivesse idade suficiente para fazer uma decisão por si mesmo? A resposta é simples: “Porque a salvação não é centrada no homem, mas em Deus”. O foco não é a nossa escolha, mas a escolha divina. Deus vem para nós e para nossos filhos em amor e graça e coloca sua marca de posse no povo do seu pacto. Para aqueles que argumentam que a pessoa precisa se arrepender e crer para depois ser batizada, podemos dizer que é assim para os adultos, pois Deus exigiu isso de Abraão para que fosse circuncidado, mas Deus não exigiu isso de Isaque. Isaque foi circuncidado porque era um filho do pacto. A fé que Abraão demonstrou era suficiente para que Isaque também recebesse a marca do pacto.

No Novo Testamento, p interesse de Deus pelas famílias continua. Quando Pedro pregou um sermão Evangelístico no templo após o dia de Pentecostes ele declarou; “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus chamar”. (At 2.39). É interessante que Pedro destaque a questão da promessa. Ele próprio identificou a promessa do derramamento do Espírito como de cumprindo naquele dia. Agora ele fala da promessa de Deus aos filhos em termos bem parecidos com aqueles que o próprio Deus usou ao estabelecer a Aliança com Abraão. A orientação aqui não está no fato de que Deus espera que nossos filhos queiram ter um compromisso com ele, mas no fato de que é ele quem os chama. O Apóstolo Paulo assegura-nos que um pai crente pode santificar um filho mesmo que o outro cônjuge seja incrédulo, pois como ele mesmo diz: “Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos” (1Co 7.14). Por que Paulo usa a mesma distinção veterotestamentária de “puro” e “impuro” para os filhos, se não há diferença entre os filhos de crentes e os filhos de incrédulos? Porque certamente existe uma distinção. Não se pode negar que todos, para que sejam salvos, precisam crer em Jesus, porém, é um grande erro tratar de forma igual um filho de crente e um filho do mundo, pois a Bíblia demonstra que há diferença entre eles, e há uma marca que torna essa distinção clara, essa marca é o batismo. A marca da Aliança é a própria distinção

A igreja Primitiva seguiu fielmente esta orientação Bíblica. Os mais antigos documentos pós-apostólicos demonstram uma imutável prática do batismo infantil. O que isso significa? Significa que os Apóstolos batizavam crianças. E o fato de não haver nenhuma indicação do Novo Testamento de quem deve ser batizado pesa ainda mais a favor do batismo infantil, pois, então, permanece a base do Antigo Testamento. Para aqueles que argumentam que o silêncio do Novo Testamento a respeito das crianças impossibilita que elas sejam batizadas, teríamos que dizer que, se fosse assim, então, as mulheres não poderiam participar da Ceia, pois o Novo Testamento não as autoriza explicitamente. Mas todos entendem por implicação, que a mulher deve participar, e é esse mesmo entendimento que leva os reformados a defender o batismo das criança. No Antigo Testamento as crianças recebiam o sinal da Aliança com oito dias (Gn 17.12). Se no Antigo Testamento, os pais não esperavam as crianças crescerem para decidirem por si mesmas se queriam a marca da Aliança, por que deveríamos esperar hoje?

É preciso que fique claro, portanto, que a base para batizar as crianças é a doutrina do Pacto da Graça. Se os pais fazem parte do pacto, então os filhos também fazem. Porém, isso não significa que estão automaticamente salvos. Não somos salvos por nascimento, somos salvos por fé. Deus não prometeu que cada filho de pais crentes será salvo, antes tem prometido perpetuar sua obra de graça na descendência dos crentes (Ver Gn 17.7; Sl 103.17-18; 105.6-11; Is 59.21; At 2.39). Sobre essa base os pais crentes devem batizar seus filhos, confiando que Deus desenvolverá sua obra pactual com eles, enquanto eles próprios esforçam-se por ensinar a criança no caminho certo para que não se desvie quando adulta (Pv 22.6). Quanto ao argumento que seria inútil batizar as crianças sem ter certeza de que serão salvas, podemos contra argumentar que não temos certeza se todos os adultos que se batizam são realmente salvos. O batismo dos adultos também não garante a salvação. Mas é uma atitude de fé consagrar os filhos ao Senhor e administrar sobre eles o símbolo da Aliança. Ao contrário de desagradar a Deus, essa prática somente o agradaria, pois ele próprio exigiu essa atitude de fé no fato de Abraão circuncidar seu filho Isaque. O batismo das crianças que são filhas de pais crentes simboliza a realidade de que elas são separadas aos olhos de Deus. Neste batismo, pais que vivem na Aliança se comprometem a criar seus filhos conforme a Palavra do Senhor. Por outro lado, como diz Calvino, “devemos temer sempre o perigo que nos ameaça, se desprezarmos o privilégio de assinalar os nossos filhos com o selo da Aliança, de que o Senhor nos castigue por termos renunciado à benção que nos é oferecida no Batismo (Gn 17.14).

Ainda que o Novo Testamento não diga explicitamente que as crianças devam ser batizadas, há relatos de várias “casas” que receberam o batismo através dos Apóstolos. Por exemplo, Lídia e toda a sua casa (At 16.15), bem como o carcereiro e todos os seus (At 16.33; Ver ainda At 18.8 ). É verdade que os textos não dizem explicitamente que havia crianças nas casas, mas negar essa possibilidade é uma presunção que se aproxima muito do preconceito.

Leandro Lima é bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano José Manoel da Conceição – SP (1999). Mestre em Teologia e História pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper – SP (2003). Mestre em Ciências da Religião pelo Mackenzie – SP (2010). Doutor em Letras – Literatura pela Universidade Mackenzie, com tese sobre o livro de Apocalipse. Professor residente do CPAJ, atuando em Novo Testamento e Teologia Sistemática. Dentre vários livros e artigos, autor de: Razão da Esperança – Teologia para hoje (2006, Editora Cultura Cristã). As Grandes Doutrinas da Graça (10 volumes pela Editora Odisseu, 2007-2012). Brilhe a sua luz: o cristão e os dilemas da sociedade atual (2009, Cultura Cristã). O Futuro do Calvinismo: os desafios e oportunidades da pós-modernidade para a Igreja Reformada (Cultura Cristã, 2010). Autor de uma ficção intitulada Olam (Crônicas de Luz e Sombras 2012 – Crônicas do Mundo e do Submundo 2014). Pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro – SP. Professor de Teologia Sistemática no Seminário JMC. Casado com Vivian e pai do Vicktor Daniel.

Base Bíblica para o Domingo Cristão

Acompanhe o estudo com o Vídeo do Youtube

Daniel 7.25
Gênesis 2.2
Êxodo 20.8
Deuteronômio 5.12–15
Salmo 118.20–24
Lucas 22.7
Lucas 22.53
Gálatas 4.3–5
Efésios 1.3–14
Atos dos Apóstolos 20.7
1Coríntios 16.1–2
Apocalipse 1.10
Colossenses 2.16–17
Mateus 5.17–19
Isaías 58.13–14
Marcos 2.23–28
Gálatas 4.8–11

Propósito do Estudo

  • Edificar a Igreja
  • Repelir Falsos ensinos sabatistas e antinomistas
  • Relembrar a importância de estudar a Lei (Mt 5.17-19)
  • Não é falar sobre o dever de guardar o Dia do Senhor ou não.

1 – Deus é imutável, por isso não pode mudar o mandamento?

Gênesis a Salmos
Velho x Novo Testamento
Leis Cerimoniais
Leis Civis

2 – Constantino foi um pagão que adorava o Sol e instituiu (07/03/321 d.C) o domingo como dia de adoração segundo a profecia de Dn 7.25? Ratificado posteriormente no Concílio de Nicéia em 325 d.C? Vejamos:

Documentos escritos nos três primeiros séculos, muito antes de Constantino existir (306-337 d.C), adotaram e conservam, todos eles, a mesma expressão concebida pelo apóstolo João para referir-se ao glorioso dia da ressurreição de Jesus Cristo.

Século 1º: Escritos dos Apóstolos

No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite. (At 20.7)

Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia.  No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for. (1Co 16.1–2)

Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta,(Ap 1.10)

Século 2º: Escritos de Melito de Sardes

Nestes escritos, há um tratado sobre a adoração no domingo, intitulado: peri kyriakes (acerca do dia dominical), “dia do Senhor”, isto é, “domingo”. 

Ano 110-115: Epístola de Inácio aos magnesianos

“Aqueles que estavam presos às velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o sábado, porém vivendo de acordo com o ‘dia do Senhor’”. (Inácio, 100 d.C).

“Porque se no dia de hoje vivermos segundo a maneira do judaísmo, confessamos que não temos recebido a graça […] Assim pois, os que haviam andado em práticas antigas alcançaram uma nova esperança, já sem observar os sábados, porém modelando suas vidas segundo o ‘dia do Senhor’ (Kyriaken zontes)”. 

Ano 130: O “evangelho de Pedro”

É um documento histórico comprovadamente escrito no princípio do século 2º , e também se refere ao dia da ressurreição usando o mesmo adjetivo kyriakes, que, na edição de Jorge Luís Borges, é traduzido corretamente por “domingo”. 

Ano 132, ou antes: Epístola de Barnabé

“Portanto, também nós guardamos o oitavo dia ( kyriake hemera, ‘domingo’) para nos alegrarmos em que também Jesus se levantou dentre os mortos e, havendo sido manifestado, ascendeu aos céus”. 
“Nós guardamos o dia oitavo com alegria, no qual também ressurgiu dos mortos e tendo aparecido ascendeu ao céu” (Barnabé, 120 d.C).

Ano 150-180: Justino Mártir, Eusébio, Clemente de Alexandria e Bardaneses

Escritores dos séculos 2º e 3º, todos eles também adotaram o kyriake hemera criado por João para o “dia da ressurreição”, vertido para o latim como Domínica die “dia dominical” e passado para o português como “domingo”! 

“No dia chamado domingo há uma reunião num certo lugar de todos os que habitam nas cidades ou nos campos, e as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas são lidos” (Justino Mártir 140 d.C)

“Num dia, o primeiro da semana, nós nos reunimos” (Bardesanes, 180 d.C.).

P. ex., no Didaquê 14:1, escrito provavelmente na primeira década do segundo século, além da carta de Inácio dirigida à comunidade em Magnésia antes do ano 110, Mag. 9,1, e da carta chamada de carta de Barnabé, redigida algumas décadas depois, Barn. 15:2.

“No domingo há uma reunião de todos que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos apóstolos e dos escritos dos profetas, tanto que o tempo permitia. Termina a leitura e o presidente, num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras.Depois disso, todos nós levantamos e fazemos uma oração comum. Finda a oração, como descrevemos antes, tomamos pão e vinho e ação de graças por eles de acordo com sua capacidade, e a congregação responde amém. Depois os elementos consagrados são distribuídos a cada um, e todos participam deles, e são levados pelos diáconos às casas dia ausentes. Os ricos e os de boa vontade contribuem conforme seu livre arbítrio; e está coleta é entregue só presidente que, com ela, atende a órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade.”
(Justino Mártir, 100-167 d.C – disponível no “Manual Bíblico Halley”)

Então quem é esse rei que profanaria as leis e mudaria os tempos? Antíoco Epífanes 215-162 a.C

41″Então, o rei Antíoco publicou para todo o reino um edito, prescrevendo que todos os povos formassem um único povo. 42 Cada um devia renunciar a seus costumes particulares. Todos os gentios se conformaram a essa ordem do rei, e 43 muitos de Israel adotaram a sua religião, sacrificando aos ídolos e violando o sábado. 44 Por intermédio de mensageiros, o rei enviou, a Jerusalém e às cidades de Judá, cartas prescrevendo que aceitassem os costumes dos outros povos da terra. 45 Deviam suprimir holocaustos, sacrifícios e libações no templo; violar os sábados e as festas; 46 profanar o santuário e os santos; 47 eri­gir altares, templos e ídolos; sacrificar porcos e outros animais impuros. 48 Deviam também deixar seus filhos incir­cun­cidados e macular suas almas com toda sorte de impurezas e abominações, de maneira 49 a obrigarem-nos a esquecer a Lei e a transgredir as prescrições. 50 Todo aquele que não obedecesse à ordem do rei seria morto.”
I Macabeus, 1 – Bíblia Católica Online

Ensinos no Novo Testamento

Lucas a Colossenses

Nós marcamos a transição de um dia para o outro olhando o relógio a fim de observar as badaladas da meia-noite. No entanto, quando um rabino, nos dias de Jesus, precisava marcar a transição do dia comum para o santo dia do sábado, ele seguraria alto duas cordas: uma clara e uma escura. Quando a luz solar se tornasse fraca demais para distinguir qual era a corda clara e qual era a escura, então o sábado tinha iniciado (o sábado do AT começava ao por do sol da meia noite de sexta-feira). O rabino repetiria o mesmo processo para saber se o sábado já havia terminado. Ele marcava uma passagem de cada dia e o início do dia sagrado pela transição da luz para as trevas.

Em contraste, os escritores do NT uma transição diferente. Eles descrevem a transição do tempo sombrio do AT para a luminosidade do NT com o alvorecer da manhã de Páscoa. Você pode ver evidências dessa transição como no final do Evangelho de Lucas. (BER)

Porque João usa a κυριακῇ ἡμέρᾳ de forma única, sendo que não foi usada por mais ninguém?

  1. Apontar para o “Dia da Ressurreição” como algo inédito.
  2. Para distinguir do Dia da Ressurreição do Dia escatológico “παρουσίᾳ” referido em toda a bíblia (ἡμέρα τοῦ κυρίου). (cf. At 2.20; 1Co 5.5; 1Ts 5.2; 2Pe3.10)
  3. Acertadamente, Jerônimo verteu κυριακῇ ἡμέρᾳ (kyriakei hemerai) para a Vulgata Latina como Dominica die (“dia dominical”, “domingo”) e não como die domini (“dia do Senhor”). Veja: “Fui in spiritu in dominica die et audivi post me vocem magnam tamquam tubae”(Ap 1.10)   Daí, a clássica versão de Antônio Pereira de Figueiredo traduzir: “eu fui arrebatado em espirito hum dia de Domingo, e ouvi por detrás de mim huma grande voz como de trombeta”. De Figueiredo, A. P. (1885). A Bíblia Sagrada Contendo o Velho e o Novo Testamento Segundo a Vulgata Latina (Ap 1.10). Lisboa: n.p.

Resumo:

Não devemos desprezar a Gramática e a História

O primeiro dia da semana é o Dia do Senhor prefigurado no Sábado, anunciado por Deus através dos profetas e estabelecido na plenitude dos tempos pela morte e ressurreição de Cristo.

Seis dias trabalhavam os homens para descansar no Sétimo, prefigurando o descanso futuro. Já agora, recebemos o descanso em Cristo no prefigurado no primeiro dia da semana para trabalhar outros Seis bem intencionados. Por fim, a Graça inicia na vontade soberana de Deus, independente das nossas obras, e nos liberta da escravidão do pecado.

Este é o dia que o SENHOR fez;
regozijemo-nos e alegremo-nos nele. (Sl 118.24)

Fontes de Pesquisa:

Pohl, A. (2001). Comentário Esperança, Apocalipse de João. Curitiba: Editora Evangélica Esperança.
Kistemaker, S. (2014). Apocalipse. (J. Hack, M. Hediger, & M. Lane, Trads.) (2a edição, p. 2). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.
Stauffer, E. (2013). egṓ. G. Kittel, G. Friedrich, & G. W. Bromiley (Orgs.), J. A. dos Santos (Trad.), Dicionário Teológico do Novo Testamento (1a edição, Vol. 1, p. 217). São Paulo: Editora Cultura Cristã.
De Figueiredo, A. P. (1885). A Biblia Sagrada Contendo o Velho e o Novo Testamento Segundo a Vulgata Latina. Lisboa: n.p.
Almeida Revista e Atualizada. (1993). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
https://www.icp.com.br/df76materia2.asp
Bíblia de Estudo da Reforma. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
Holmes, M. W. (2011–2013). The Greek New Testament: SBL Edition. Lexham Press; Society of Biblical Literature.
Nova Versão Internacional. (2001). São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional.
Sociedade Bíblica do Brasil. (1999). Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil.
Sociedade Bíblica do Brasil. (2002). Bíblia de Estudo Almeida Revista e Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil.
https://www.icp.com.br/df43materia2.asp
https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/i-macabeus/
Collins, J. J., & Collins, A. Y. (1993). Daniel: a commentary on the book of Daniel. (F. M. Cross, Org.) (p. 322). Minneapolis, MN: Fortress Press.
Pinto, C. O. C. (2014). Foco & Desenvolvimento no Novo Testamento. (J. C. Martinez, Org.) (2a Edição revisada e atualizada, p. 598–599). São Paulo: Hagnos.


Exportados do Software Bíblico Logos, 18:10 9 de maio de 2020.

Tensão: Falta Trabalho, Faltará Comida?

Mateus 6:25-34

Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal

Nenhum animal trabalha para sobreviver, mas cada um tem sua função; depois, procura e encontra alimento. O passarinho voa e canta, faz o ninho e gera filhotes; esse é o seu trabalho, mas não é dele que se alimenta. Os bois tiram o arado, os cavalos servem de transportes e nas lutas, as ovelhas fornecem lã, leite e queijo, e isso é o que fazem, mas não é daí que obtêm o alimento, e sim da terra que faz brotar a grama que a todos alimenta pela benção de Deus. Assim, o ser humano também deve e tem de trabalhar e fazer algo, mas não pode esquecer que seu alimento não vem de seu trabalho, mas de outro lugar, a saber, da rica benção de Deus – ainda que possa parecer que é de seu trabalho que provém o alimento, já que Deus nada lhe dará se ele não trabalhar. De igual modo, o passarinho, que não semeia nem colhe, também morreria de fome se não voasse em busca de alimento. Que ele encontre alimento não é, contudo, mérito seu, mas bondade de Deus. Pois quem põe o alimento onde ele pode encontrá-lo? Se Deus nada puder, nada se encontrará, mesmo que o mundo se mate de trabalhar e procurar. (Martinho Lutero)

Andemos como peregrinos,

Vazios e de tudo desprovidos;

O muito acumular

Só faz a jornada pesar.

Quem quiser, acumule até morrer;

andamos sem nada ter,

com pouco nos saciamos;

só do necessário precisamos.

Tersteegen

Diariamente Deus me dê

tanto quanto para vida eu precisar.

Aos pássaros ele sempre provê:

como não iria de mim cuidar?

Claudius

Reflexões removidas do livro Discipulado, Dietrich Bonhoeffer.

Prepare-se Para Amar

Os mandamentos de amor ao próximo e de renúncia à vingança se tornarão cada vez mais urgentes na luta sagrada que se aproxima e, na verdade, na qual já estamos, há anos, engajados, pois de um lado está o amor e, do outro, o ódio. É obrigação de toda alma cristã preparar-se para esse combate. Vem chegando o tempo em que aquele que confessar o nome do Deus vivo se tornará, por causa dessa confissão, não apenas objeto de ódio e de fúria do mundo – o que já está acontecendo -, mas será também excluído da assim chamada “sociedade humana; será caçado de um lugar para o outro, maltratado, agredido fisicamente e, por vezes, assassinado. – Vem chegando o tempo de perseguição generalizada aos cristãos. E é, na verdade, aí que reside o sentido último de todos os movimentos e lutas de nossos dias. Os adversários buscam a destruição de nossa Igreja e de nossa fá cristã porque não conseguem conviver conosco, porque veem em cada palavra que dizemos, em cada ato que praticamos, mesmo quando não dirigido contra eles, uma condenação de suas palavras e atos. E nisso não estamos errados. Suspeitam também que somos indiferentes as suas condenações; na verdade, têm de admitir que a condenação deles contra nós é completamente ineficaz. Não discutimos nem brigamos com eles, embora preferissem que o fizéssemos e, dessa maneira, descêssemos até seu nível. Como travar essa batalha? Logo chegará o tempo que teremos de orar não mais como indivíduos isoladamente, mas como congregação articulada, como Igreja, em que juntos elevaremos as mãos em oração; ainda que em pequenos grupos, e no meio de milhares e milhares de apóstatas, louvaremos e confessaremos ao Senhor que foi crucificado e subiu aos céus e que um dia voltará. E que oração, que confissão, que hino de louvor será? Será justamente a oração do amor mais terno por esses que se perderam, que nos rodeiam e nos miram com olhares cheios de ódio e com as mãos já levantadas para desferir o golpe mortal; será a oração pela paz dessas almas errantes, desoladas, confusas; a oração lhes penetrará fundo na alma e lhes despedaçará o coração mais dolorosamente que qualquer coisa que eles, com todo ódio contra nosso coração, pudessem fazer conosco. Sim, a Igreja que de fato espera seu Senhor, que reconhece os sinais da época em que será necessário tomar decisões, deverá, com toda força de sua alma, com toda força de sua vida sagrada, lançar-se na oração do amor.

A.F.C. Vilmar, 1880

BONHOEFFER Dietrich, Discipulado. pág 116-117. Editora Mundo Cristão.