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Vida Cristã

Reformado = Anti-Revolucionário

Meu pai era piloto da Polícia Montada Real do Canadá e, quando menino, eu tinha muito orgulho dele. Em seu trabalho, ele voou com algumas pessoas famosas (e infames). Provavelmente o mais famoso de todos foi o primeiro-ministro do Canadá. Isso aconteceu por volta de 1980. O primeiro-ministro Pierre Elliot Trudeau tirou férias em turnê pelo Ártico. Estávamos morando em Inuvik, NWT. Meu pai foi encarregado de levar o primeiro-ministro Trudeau de Yellowknife para vários outros pontos do Ártico. Achei isso bem legal. 

Alguns anos depois, eu estava tentando impressionar alguns amigos em minha nova escola em Alberta. Eu disse a eles que meu pai tinha voado com o primeiro-ministro Trudeau. Eu realmente não prestei muita atenção à política naquela época. Recém-chegado na cidade, não fazia ideia de que o PM era extremamente impopular em Alberta. Então, fiquei surpreso quando meus amigos responderam: “Bem, por que seu pai não fez um favor a todos nós e o expulsou do avião enquanto ele estava voando?” 

Talvez você possa perdoar esses tipos de sentimentos vindos de aspirantes a caipiras de 9 anos. À medida que envelhecia, desenvolvi um nível semelhante de animosidade em relação ao primeiro-ministro, especialmente por sua amizade com Fidel Castro, sua introdução do bilinguismo oficial e o Programa Nacional de Energia. Hoje o Canadá tem Justin Trudeau (filho de Pierre) como primeiro-ministro. A hostilidade em relação a ele entre alguns é igual, se não maior, à que existia em relação a seu pai. Mas também aqui na Austrália, há muito ressentimento, raiva e até ódio contra o governo, especialmente no nível estadual.

É lamentável que essas atitudes estejam criando raízes entre os cristãos reformados. Essas atitudes não são bíblicas e não têm lugar na vida dos discípulos de Jesus. A frustração é compreensível, mas o desrespeito não é justificável. Nos últimos dois anos, tenho visto expressões de desrespeito que vão desde xingamentos a pedidos de derrubada revolucionária do governo. Há um espírito rebelde e revolucionário na sociedade e temo que muitos cristãos reformados tenham sido vítimas dele.

É bom voltar à nossa história e aprender como os crentes reformados no passado viveram sob governos frustrantes e até perigosos. Tomemos como exemplo Guido de Brès, autor da Confissão Belga. Ele viveu sob a tirania do rei Filipe II da Espanha. O rei Filipe viu como seu chamado promover a fé católica romana erradicando o protestantismo. As áreas sob seu domínio, especialmente no que hoje chamamos de Holanda e Bélgica, tiveram os maiores números de martírios no século XVI. Como um influente pastor reformado, Guido de Brès estava em sua “lista dos mais procurados” e eles eventualmente o prenderam e o enforcaram.

Guido de Brès escreveu mais do que apenas a Confissão Belga. Ele escreveu dois livros importantes, um contra os católicos romanos e outro contra os anabatistas. Este último foi intitulado La racine, source et fondement des Anabaptistes (A Raiz, Fonte e Fundação dos Anabatistas). Infelizmente, apenas uma pequena parte foi traduzida para o inglês e foi publicada em 1668. Neste livro, de Brès assume os erros de vários anabatistas em seis áreas. Uma dessas áreas tinha a ver com o governo.

O capítulo sobre o Magistrado trata especificamente de um ensinamento problemático de Menno Simons (o fundador dos menonitas): sua rejeição da pena capital. Simons argumentou que se um criminoso se arrependesse e se voltasse para o Senhor antes de sua execução, como outro cristão poderia matá-lo? Como isso refletiria o exemplo compassivo de Cristo, “o manso Cordeiro”? E se um criminoso impenitente tivesse sua vida terminada pela pena capital, seu arrependimento e fé seriam assim impedidos. Este capítulo em La racine é principalmente uma polêmica contra essa posição, argumentando que os governos de fato têm o direito e a responsabilidade de usar a espada para defender a justiça, independentemente do arrependimento do criminoso.

Por mais interessante que isso seja, eu olhei para este capítulo em termos do que de Brès escreve sobre a atitude cristã adequada em relação ao governo. Achei esta seção particularmente interessante:

Agora devemos observar diligentemente que São Paulo chama o Magistrado de “servo de Deus” e “ordenado por Deus” sete vezes. Pois o Espírito Santo quis falar assim, porque sabia que viriam contraditórios em tempos posteriores, que por seu orgulho queriam abolir e aniquilar inteiramente as autoridades que Deus havia estabelecido para o bem dos homens. E quando ele diz que os Magistrados são ordenados por Deus, é porque eles já foram ordenados por Deus através de sua palavra na igreja dos Patriarcas e Israelitas. Assim, somos levados a entender claramente que esta ordenança que Deus fez anteriormente sobre o Magistrado sobre seu povo se mantém hoje na Igreja de Cristo. Estou falando sobre o governo político neste lugar. 

Escrevendo a Tito, ele também o ordena dizendo: “Admoeste-os que se sujeitem aos principados e potestades, que obedeçam aos governadores, que estejam sempre prontos para toda boa obra, que não falem mal de ninguém” (Tit. 3:1-2). São Pedro também ensina o mesmo, dizendo: “Sujeitem-se a toda ordem humana por amor de Deus, ao Rei como superior, aos Governadores como os enviados por ele para castigar os malfeitores e louvar os bons; pois esta é a vontade de Deus” (1 Pe 2:13-15). No mesmo lugar: “Dê honra a todos, ame a fraternidade, tema a Deus, honre o Rei” (1 Pe 2:17). Todas essas sentenças apostólicas devem ser cuidadosamente consideradas, pois por elas vemos que os apóstolos reconhecem a autoridade e o poder primários dos magistrados. Nestes foram constituídos por Deus para ter poder para matar os malfeitores que lhes resistem. Por isso, Paulo diz aqui aos da Igreja: “Se você fizer algo errado, tenha medo. Pois o príncipe não carrega a espada em vão. Ele é o servo de Deus para trazer justiça e ira aos que praticam o mal” (Rm 13:4). Por “espada” o Apóstolo entende o poder da espada para tirar o sangue daqueles que o merecem.

Ao contrário de alguns dos anabatistas que eram revolucionários e sediciosos, de Brès defendia uma visão positiva do governo civil. Essa visão não era exclusiva de de Brès, mas simplesmente ecoava o ensino reformado padrão tanto na Holanda quanto em outros lugares. 

Há algumas coisas a serem observadas em relação a essa citação de La racine . 

Em primeiro lugar, observe como isso está bem fundamentado nas Escrituras. Isso é típico de de Brès em La racine e em seus outros escritos, incluindo a Confissão Belga. 

Em segundo lugar, o que ele escreve aqui é consistente com o que apareceu anteriormente no artigo 36 da Confissão.  La racine foi publicado em 1565; a Confissão Belga em 1561. Não houve mudança na abordagem positiva de de Brès aos magistrados civis. De Brès em 1565 ainda teria concordado com sua Confissão de 1561: “Além disso, todos – não importa de que qualidade, condição ou classificação – devem estar sujeitos aos oficiais civis, pagar impostos, mantê-los em honra e respeito, e obedecê-los em todas as coisas que não estão em desacordo com a Palavra de Deus.” 

A imutabilidade de sua posição está ligada à terceira consideração: entre 1561 e 1565, as coisas não melhoraram sob o rei Filipe II. Na verdade, eles se tornaram muito piores . Durante este período de tempo, de Brès estava vivendo em exílio auto-imposto na França; era muito perigoso para ele em sua terra natal, os Países Baixos. A tirania do rei Filipe II e seus subalternos só ficaram mais fortes e sua perseguição mais intensa. Mas, neste escrito final de de Brès sobre o governo civil, ele mantém a mesma atitude positiva de honra e respeito que fez na Confissão Belga. Um ano depois seria martirizado.

De Brès viveu e morreu sob verdadeira tirania. O que estamos vivenciando hoje não chega nem perto e sugerir que sim revela uma falta de consciência histórica. Mesmo que estejamos convencidos de que vivemos sob um governo tirânico, devemos tomar nota de La racine de de Brès e sua Confissão Belga. Ser revolucionário e antigovernamental não tem nada a ver com a Bíblia. Se você quer ser reformado (o que quer dizer ‘bíblico’), então seja anti-revolucionário. Seja contracultural – respeite seu governo e ore por eles, assim como as Escrituras nos ensinam a fazer.

Wes Bredenhof nasceu em Taber, Alberta, Canadá. Graduou-se com um grau de Bacharel em Artes pela Universidade de Alberta em Edmonton. Ele recebeu o grau de Mestre em Divindade do Seminário Teológico Reformado Canadense em Hamilton, Ontário. Ele também recebeu o Diploma de Missiologia da CRTS. Leia mais.

Fonte: https://bredenhof.ca/2022/02/01/reformed-anti-revolutionary/

Apologética

Vertentes cristãs que propiciam a intolerância em um Estado Laico

O “Estado”, é uma nação sob o comando de um governo instituído. Sendo assim, o “Estado” é laico quando o poder político estabelecido não se opõe e nem apoia nenhuma religião. Estado e religião não se misturam, isto é, as decisões governamentais não dependem de interesses religiosos.

No Brasil o Estado é laico desde 1890. É um Estado, por assim dizer, tolerante, e, portanto, contra qualquer tipo de intolerância religiosa.

O Cristianismo bíblico é uma religião que busca tirar adeptos de outras religiões através da persuasão. É da natureza do Cristianismo esse ato proselitista. Essa característica inerente ao Cristianismo, dá-se mais ou menos agressivamente; com maior ou menor insistência. Seja como for, não deve jamais revestir-se de atos de intolerância.

João Batista, preparando o caminho do Senhor (Is.40:3), pregava no deserto o arrependimento (Mt.3:1-2).

Quando Jesus Cristo ouviu que João Batista estava preso, começou também a pregar o arrependimento (Mt.4:17).

Depois de ressurreto, pouco antes de subir aos céus, Jesus abriu o entendimento dos discípulos para compreenderem as Escrituras quanto ao escopo de Seu ministério. Disse a eles que o resumo era que “em seu nome se pregasse o Evangelho de arrependimento para remissão de pecados” (Lc.24:47).

A pregação de arrependimento exige a denúncia de pecado, para que o pecador saiba do que tem que se arrepender. É uma obviedade.

Dias depois, Pedro, que agora entendia as Escrituras, obedeceu a ordem do Senhor Jesus e fez a pregação legítima do Evangelho, denunciando o pecado. Ao ouvirem, os pecadores, possuídos de convicção de pecado, com aquela necessária “tristeza segundo Deus” (II Co.7:10), foram orientados por Pedro: “Arrependam-se” (Atos 2:14-37).

Não existe nas páginas do Novo Testamento um registro sequer de que os apóstolos tenham feito pregação do Evangelho seguida de um “apelo”, nem jamais encontramos o famoso convite: “aceite a Jesus”.

Quando Jesus Cristo afirma que Ele é “o caminho, a verdade e a vida”, e que ninguém irá ao Pai a não ser através dEle (Jo.14:6), está dizendo que todas as outras religiões estão erradas, e que seus seguidores irão para perdição eterna. Essa verdade, para alguns, soa como intolerância religiosa. Como os seguidores de Jesus Cristo (cristãos) são proselitistas em cumprimento de uma ordem dada por seu Mestre (Mc 16:15), e ai deles se não cumprirem essa obrigação (I Co.9:16), a perseguição e o sofrimento são presumidos (II Tim.2:24-25 c/c II Tim.4:5).

Todo cristão legítimo (bíblico) sabe que a soberania divina quis que o meio de graça para a salvação fosse a pregação do Evangelho (I Co.1:21 c)c Rm.10:14). Há, entretanto, dois entendimentos distintos que intensificam ou amenizam as denúncias de Intolerância religiosa praticada por cristãos.

O primeiro grupo, entende que a pregação do Evangelho deve ser feita, denunciando o pecado, dizendo que Jesus é o único caminho. Os pecadores, que nessa ótica, já são dantemão “ovelhas do Senhor” (Jo.10:27), darão ouvidos à pregação porque são trazidas pelo próprio Deus a Jesus (Jo.6:44), e é só por elas que Jesus deu a Sua vida (Jo.10:15). Como já estavam preordenadas (escolhidas) para a vida eterna (Atos 13:48), entenderão a mensagem porque já são de Deus (Jo.8:47), enquanto que aqueles que não deram ouvidos, não o fizeram porque nunca foram de Deus de Deus (Jo.8:43).

Nessa perspectiva, não há “apelo”, a adesão (conversão) segue um curso natural, e as tensões são reduzidas quanto às denúncias de Intolerância religiosa.

O segundo grupo, entende que a pregação do Evangelho deve ser feita, sem que necessariamente o pregador precise denunciar o pecado, mas que faça o convite para o pecador “aceite a Jesus como seu Salvador” (Rm.10:13 c/c Mt.11:28). Aqui não existem pecadores preordenados para a vida eterna. As adesões (conversões) são assentimentos ao nome de Jesus, e devem ser buscadas por meio de pregações que atraiam o maior número de adeptos, sendo válidos todos os meios tidos como legítimos, sempre com o solene apelo no final. A movimentação é intensificada, e os esforços são dirigidos a reunir nos espaços religiosos (igrejas) o maior número possível de pessoas. As preocupações humanistas se sobrepõem às de natureza transcendental, e nessa perspectiva, as incompreensões quanto à Intolerância religiosa ficam mais explícitas, intensificando as denúncias.

Há, portanto, dois tipos de pregação do Evangelho no assim chamado protestantismo cristão. Ambas produzirão algum grau de sofrimento e perseguições.

Contudo, uma está focada simplesmente no anúncio do Evangelho, e a outra na conquista de pessoas.

Na simples semeadura do Evangelho, considerando a priori que só as ovelhas ouvirão, há uma constatação implícita do chamado Estado laico, sendo, portanto, pacífica as relações com os diferentes.

Na busca por pessoas que aceitem a Jesus, o Estado laico não é pressuposto, porque grande esforço é feito para o convencimento dos diferentes, para que, ao ouvirem os apelos, passem a ser ovelhas do Senhor.

A conclusão é que ambos os grupos operam dentro do Cristianismo a partir da formação que receberam. Há, de ambos os lados, uma certa acomodação acrítica dos pressupostos internalizados.        Quando fazemos o exercício salutar de nos posicionarmos do lado de fora, olhando para os dois grupos à luz da revelação escrita, é possível concluirmos qual está conectado com as verdades eternas.

Presbítero Ivo Matias Damas

Apologética

CALVINISTAS LEGÍTIMOS USAM ARMAS DE FOGO

Confie em Deus, e mantenham a pólvora seca.

Oliver Cromwell
UM POEMA ÉPICO MODERNO EM QUATRO CANTOS. John Trumbull fala sobre o costume dos irmãos usarem armas pra se defender.

Então, uma vez, por temer ataques indígenas, nossos antepassados levavam suas armas ao se reunirem, cada homem equipado no domingo de manhã com o livro de Salmos, munição e pólvora.
E considerado em forma, como todos devem admitir, como a antiga e verdadeira Igreja militante

John Trumbull

O direito à ampla defesa da vida, bem como da propriedade, independem da tutela do Estado, são intrínsecos à natureza humana.

Do ponto de vista daquele que sofre a ameaça à sua vida, ou ataques à sua propriedade, pouco importa se esses agravos procedem do Estado, de entidades da sociedade, de marginais ou de políticos. O tempo e o espaço tampouco interferem nessa característica fundamental da existência humana.

CALVINISTAS NA NOVA INGLATERRA (EUA)

Em todos os municípios de Massachussets, no ano de 1640, havia o costume dos crentes puritanos irem ao culto levando armas de fogo, pólvora, munição e espadas. Um homem armado para cada família era considerado o suficiente.

Depois, em 1642, consideravam que em cada igreja seis homens armados com mosquetes, pólvora e munição, seriam suficientes para garantir a proteção dos crentes. Até pelo menos os anos 1950, todo mundo usava chapéu. Homens, mulheres, ricos e pobres. Nas igrejas havia sempre na entrada do salão de cultos um porta-chapéu. Era necessário. No caso das armas de fogo de nossos irmãos calvinistas, à distância, a cena nos parece pitoresca.

Puritanos Armados

Em New Hampshire, na cidade de Conrad, todos os homens iam armados para o culto portando armas de fogo. Havia uma coluna no centro do salão de cultos usada para que os irmãos colocassem seus mosquetes para pronto uso, se necessário.

O pastor, bem treinado, era sempre um exímio atirador e possuía a melhor arma que ficava bem ao lado do púlpito, pronta para ser usada. Qualquer movimento estranho de alguém suspeito, o pastor estava pronto para mandar fogo, e, caso fosse necessário, comandar a congregação numa eventual batalha.

Esse quadro que eventualmente alguns podem achar dantesco, decorria do ambiente de violência a que os irmãos estavam expostos. Não parecia àqueles irmãos razoável aguardar que o Estado lhes socorresse a tempo, colocando-se sob ameaça à integridade física, bem como a ataques ao seu patrimônio, sem uma reação enérgica correspondente.

O espírito moderno de resiliência incrustado na mente ocidental por doutrinação ideológica de esquerda, favorecido e instrumentalizado pela grande mídia, não combina com o pensamento daqueles irmãos calvinistas que julgavam que isso significaria manifestação de covardia.

CALVINISTAS NA INGLATERRA

O uso de armas de fogo para auto defesa no seio do puritanismo (calvinismo) inglês, pode melhor ser entendido quando olhamos um pouco da história. As terras da Igreja Católica Romana foram convertidas em propriedades privadas pelo rei Henrique VIII, por razões bem conhecidas.

Isso simbolizava uma ruptura com o catolicismo romano. A principal beneficiária desse ato foi a burguesia. Henrique VIII era da dinastia Tudor. Finda esta dinastia, assumiu o poder na Inglaterra a dinastia Stuart, que permaneceu de 1603 a 1625.

O rei Jaime I, da dinastia Stuart, favoreceu vá nobreza em detrimento dos interesses da burguesia. Era de visão absolutista. Jaime I perseguiu os puritanos (calvinistas), que eram da religião predominante. Dissolveu o Parlamento entre 1614 e 1622. Morreu em 1625, assumindo o trono em seu lugar Carlos I (1600-1649), seu filho.

Tão cruel quanto seu pai, Carlos I continuou a perseguir os puritanos. Nesse contexto onde a diplomacia não conseguia surtir efeitos positivos, a pólvora se fez presente.

Revolução Puritana

Levantou-se o líder puritano Oliver Cromwell (1599-1658). Organizou um exército burguês para defender o Parlamento contra Carlos I. Houve uma guerra, dando inicio a que ficou conhecida como “Revolução Puritana”. O direito à vida e à propriedade têm a ver com liberdade, e isso era muito caro àqueles irmãos e precisava ser defendido com firmeza até às últimas consequências.

Essa revolução era de cunho religioso, mas também visava pôr fim à perseguição. As tropas de Cromwell conseguiram derrotar as de Carlos I. Prenderam e decapitaram o rei Carlos I em 30 de janeiro de 1649. Oliver Cromwell deu então a famosa instrução:

Confie em Deus, e mantenham a pólvora seca.

Cromwell assume o comando da Inglaterra pondo fim à dinastia Stuart. Em maio de 1649 proclama a República. Foi de curta duração. Logo o Parlamento se revoltou contra Cromwell, o que o forçou a dissolvê-lo, matando as principais lideranças do exército burguês.

Foi instituída assim uma ditadura. Depois de curto período, Cromwell restaurou o Parlamento em 1657. No ano seguinte (1658), faleceu. Assumiu o seu lugar seu filho Richard Cromwell (1626-1712). Sem força política, os radicais burgueses convocaram Carlos II (1630-1685), filho do rei Carlos I (1600-1649) que havia sido decapitado em 1649.

Foi então restaurada a dinastia Stuart. Com isso, os puritanos voltaram a ser perseguidos. Coroado em 1660, Carlos II, logo mostrou suas intenções absolutistas, e, pior que isso, sua face católica romana quando aproximou-se do rei Luis XIV, da França, que perseguia calvinistas.

Como o Parlamento reagiu à aproximação ao catolicismo romano, Carlos II dissolveu o Parlamento em 1681, e passou a governar a Inglaterra sozinho até 1685. Morreu naquele ano (1685), assumindo o trono o seu irmão Jaime II (1633-1701). Manteve a aproximação com a Igreja Católica, mas restaurou o Parlamento.

O Parlamento era de maioria puritana (calvinista), e, portanto, reagia à aproximação do rei com o rei da França. Porém, um confronto não parecia ser prudente naquele momento.

Como a filha de Jaime II (Maria II – 1622/1694) era casada com Guilherme de Orange (1650-1702), rei dos Países Baixos, os parlamentares usaram uma estratégia: convidaram Maria II para assumir o trono da Inglaterra. Seu marido (Guilherme de Orange) ficou com medo de que sua mulher ficasse mais poderosa que ele. Então, em 1688, decidiu invadir a Inglaterra e destituir o rei Jaime II do trono com o apoio do Parlamento.

Destituído, o rei Jaime II (1633-1701) fugiu para a França, onde permaneceu até sua morte. Guilherme de Orange foi então coroado rei da Inglaterra com o nome de Guilherme III. Só que, antes de ser coroado, os parlamentares fizeram uma exigência: que ele e sua mulher, Maria II, assinassem a famosa “BILL OF RIGHTS” (Declaração de Direitos) em 1689.

BILL OF RIGHTS (Declaração de Direitos-1689)

Com esse documento estava sendo criada a monarquia constitucional que vige até os dias de hoje, reduzindo o poder do rei, e garantindo a liberdade religiosa, ficando registrado de maneira bem clara o DIREITO DOS PURITANOS (protestantes) DE DEFENDEREM SUAS VIDAS E PROPRIEDADES COM ARMAS DE FOGO:

Art.7 – Que os súditos protestantes podem ter, para a sua defesa, armas necessárias à sua condição e permitidas por lei.

Quando vemos os calvinistas aqui relatados usando armas para defender suas vidas e propriedades, é preciso que reconheçamos que eram crentes fiéis, exímios exegetas bíblicos, que de maneira acertada, olharam para a Escritura Sagrada e não viram ali qualquer incompatibilidade com esta forma de agir, bem como o menor vislumbre de instrução para a formação de uma comunidade composta por covardes.

Armas nos Cultos

ARTIGO DE:

Presbítero Ivo Matias Damas
Professor de Filosofia da Religião no “Centro de Formação Teológica – CEFORTE”. Guarulhos/SP.

FONTES DE PESQUISA

  • “The Sabbath In Puritan New England”. Alice Morse Earle – Ed.Pinnacle Press, 2017.
  • “Direitos Humanos: Uma Antologia – Declaração Inglesa de Direitos, 1689”. Micheline R. Ishay – Ed. Edusp/SP, 2006, p.171 a 173 .
  • “O Século das Revoluções, 1603-1714”. Christopher Hill – Ed. UNESP/SP, 2012.
  • “Revoluções Inglesas: A Revolução Gloriosa e o fim do absolutismo na Inglaterra”
  • – História da Civilização Ocidental. Lizânias de Souza Lima e Antônio Pedro – Ed. FTD/SP, 2005, pp.237-239 .
  • https://www.britannica.com -“English Civil War|Causes, Sumnary, Facts, Battles, & Significance|britannica” . consulta em 18.10.2021.
  • “The English Civil War: A peoples history”. Diane Purkiss – Ed. HayesCollins Publishers; UK ed., 2007 .
  • https://educacao.uol.com.br – “Revolução Inglesa:  Cromwell, Revolução Puritana e Revolução Gloriosa”, consultado em 18.10.2021 .
  • “McFingal: a modern epic poem”. John Trumbull – Ed. Fale ECCO, 2010 .
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EMPODERANDO LOBOS: O ECUMENISMO E O ANTISSEMITISMO CARISMÁTICO?

Lou Engle beijando os pés de um Padre Católico Romano

Evan Roberts (1878-1951) identifica a ignorância da doutrina da Trindade como causadora do entendimento pneumatológico distorcido. (1) (Confira as citações no final da página)

Desde esses primórdios muitos abdicaram da necessidade de uma investigação ampla da revelação escrita, reduzindo a vida cristã a um empirismo irrefletido, possibilitando o aparecimento de uma mentalidade com potencial latente de reaproximação com católicos romanos. A porta estava aberta desde então a este tipo de ecumenismo. Daí surge a “Renovação Carismática Católica Romana (RCC), cujo estilo litúrgico, pneumatologia e compartilhamento musical, são não mais que consequências.

Há pouca literatura sobre esse desvio de rota. Entretanto, o pentecostalismo se multifacetou desde sua chegada ao Brasil em 1910, não sendo acertado considerá-lo um grupo homogêneo. Por isso, é necessária uma abordagem histórica cuidadosa que o redefina, a fim de evitarmos considerá-lo um bloco unido na ótica ecumênica com católicos romanos.

Em razão disso, nesse breve ensaio, vou chamar os pentecostais, alvos dessa reflexão, de “CARISMÁTICOS“, para diferenciá-los dos pentecostais que não fazem parte dos desvios verificados.

O ANTISSEMITISMO

Como é sabido, foi em 1879 que esse termo nasceu. Foi o jornalista alemão WILHLM MARR (1819-1904) que chamou o ódio aos judeus, e a aversão política àquele povo, cunhando a palavra “antissemitismo”. (2)

Esse entimento de repulsa ao povo judeu, é anterior ao nazismo na Europa. JEFFREY HERF afirma que o nascimento desse sentimento de demonização dos judeus, nasceu na idade média, onde o clero romano fortaleceu a ideia de DEICÍDIO (matar Deus). (3)

Quando TOMÁS DE AQUINO (1225-1274) em sua “magnu opus” (Summa Theologiae) no século XIII deixou registrada a idéia de que na cruz os judeus mataram tanto o Jesus homem quanto o Jesus Deus (4), apenas solidificou o que sempre esteve no coração do clero romano. Espalhada essa idéia, seguiu-se a inevitável aversão aos judeus no meio do povo, perpetuada ao longo do tempo.

Apesar do Papa Paulo VI no Concílio Vaticano II (1965) subscrever a “Nostra Aetate” (em nossa época – 28.10.1965), suprimindo as acusações da igreja contra os judeus e do estabelecimento de relações diplomáticas desde 1994, a verdade é que o Papa João Paulo II, no dia 15.02.2000, firmou acordo com o líder palestino YASSER ARAFAT (1929-2004), contra os interesses dos judeus sobre Jerusalém. Vê-se que há um espírito antissemita que subjaz incrustado na alma da Santa Sé desde sempre.

Entre os chamadaos “evangélicos”, durante mais de quatro séculos (1517-1948), não havia entre os então denominados “protestantes”, o menor vislumbre de manifestação que pudesse ser considerada antissemita.

O ANTISSEMITISMO ENTRE OS CARISMÁTICOS

Em 1948 nasce em Amsterdam (Holanda), o “Conselho Mundial de Igrejas – CMI”. Uma organização ecumênica com pauta anti-conservadora, e com objetivos divergentes da teologia ortodoxa protestante, tendo como um dos focos principais a luta contra os interesses de Israel.

Em 1961 as primeiras igrejas carismáticas aderiram ao CMI. Entre as igrejas históricas, participa como membro do “CMI” desde seu inicio, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil- IECLB. É importante ressaltar, uma vez mais, que muitas igrejas pentecostais no Brasil, sempre foram relutantes a uma aproximação ecumênica com a igreja católica romana.

Entretanto, estrategistas externos, com seus interesses inconfessáveis, sempre estiveram arquitetando um plano para uma união sonhada. Interesses econômicos e políticos aqui não podem ser ignorados…

Kenneth Copeland, amigo do Papa Francisco, afirmou na Conferência Ecumênica “KAIRÓS2017” que o “protesto acabou” (5), e que… “o que Martinho Lutero fez ao causar uma separação da Igreja Católica, foi demoníaco”. (6)

líderes CARISMÁTICOS com o Papa

A chamada “Conferência KAIRÓS”, sediada nos EUA, é uma reunião ecumênica que se dá todos os anos, com o objetivo de espalhar, principalmente, a visão de tornar a reunir católicos e protestantes.

Kenneth Copeland e Lou Engle juntos

Como o objetivo dessas lideranças é, principalmente, de fundo econômico-financeiro, o alvo é prioritariamente cooptar os carismáticos latino-americanos que constituem um enorme mercado consumidor (II Pedro 2.3). É na América Latina que se concentra a maior parte dos consumidores carismáticos. Não têm preocupação alguma com a defesa de uma fé (Jd.3), ou com ação apologética, porque isso seria prejudicial do ponto de vista mercadológico. Justifica-se assim um tipo de “universalismo” oferecido para 2033. A absoluta despreocupação com qualquer posicionamento doutrinário, que culmina com o universalismo, justifica-se sendo o objetivo final o comércio.

PENTECOSTES E NÃO REFORMA

É notório o descolamento dos carismáticos da autoridade única das Escrituras. Uma vez isso identificado, seria natural um clamor por uma “reforma” que trouxesse novamente a igreja para a centralidade das Escrituras. Essa “reforma” seria uma volta aos princípios defendidos pelos reformadores do século XVI (Sola Scriptura). Do ponto de vista de “negócio” (II Pedro 2.3), isso seria desastroso. Na perspectiva mercadológica, é preciso inculcar na mente dos carismáticos latino-americanos UM NOVO PENTECOSTES. Detectado esse ponto sensível na ambição do crente carismático, o plano foi traçado. É criada “uma revolução silenciosa”, uma “rede de empreendedores carismáticos independentes – INC”, conforme atestam Brad Christerson e Richard Flory. (7)

A estratégia é reunir os carismáticos, especialmente jovens e adolescentes. 

O CARISMÁTICO CONSUMIDOR

Como o consumo é um elemento de construção, manutenção e modificação da identidade, os eventos religiosos quando manipulados de forma adequada, ganham o respeito e a reverência de pessoas influenciáveis. Os indivíduos então passam a construir sua identidade a partir desses eventos, formando hábitos que lhe são sugeridos.

A abordagem dá-se, em um primeiro momento, com atrações musicais. Uma vez cooptados, fica fácil a venda, principalmente de livros aos milhões.

O modelo escolhido é o de grandes encontros. As reuniões em templos dividiria o público alvo. O ideal então, seria reuní-los em “bando (8) para que a mensagem consumista atija seu objetivo com maior alcance. Essas massas de jovens e adolescentes mesmerizadas, encantadas com a santificação dos modelos de shows encontrados nos concertos de “rock”, terceirizam suas escolhas. Mas, como reunir esse público em “bando”? Uma profecia (aglomeração em estádios) determinando isso viria a calhar. O carismático DERECK PRINCE (1915-2003) encarregou-se de produzir essa sonhada base. Fez a profecia, publicada em um livro prefaciado por ninguém menos que LOU ENGLE – “The Send”. (9)

Lou Engle (The Send) com Bill Johnson e Benny Hinn

Escolados neste tema (comportamento de manada), os estrategistas de aproveitam daquilo que NIETZCHE (1844-1900) chamou de “instinto de rebanho”. São aqueles comportamentos que decorrem de sugestões oferecidas em grandes aglomerações

WILFRED TROTTER (1872-1939) foi quem cunhou a expressão “comportamento de manada”, que pode ser verificado nesses encontros religiosos de grande massa. Nesses encontros, é marca da identidade forjada, a irreflexão. As atitudes a partir deles são irracionais. Os experts investem nessa irracionalidade.

O NOVO PENTECOSTES

Mas, por quanto tempo duraria a mensagem inculcada nos carismáticos? Era preciso assegurar uma fidelização sustentável ao longo do tempo. Criaram então uma promessa de “empoderamento” no horizonte distante. Encontros e eventos presenciais ou virtuais, garantiriam a chama acesa. Enquanto isso, milhões de dólares serão movimentados em torno do tema.

Marcaram a data para o “SEGUNDO PENTECOSTES”. Será no ano de 2033 (10). Montanhas de livros serão vendidos até lá, shows e quinquilharias gospel comporão o mercado.

Para dar sustentação à ideia do SEGUNDO PENTECOSTES, criaram o denominado “EMPOWERED21”. Trata-se de um movimento ecumênico global, com promessas de controle da agenda do Espírito Santo, que culminará como uma espécie de “universalismo ex-post-facto”, antes da volta de Cristo.

Essas movimentações são protagonizadas pelos mesmos líderes carismáticos vinculados à “NAR” (New Apostolic Reformation), que fomam a rede de empreendedores carismátcos independentes, com seus eventos particulares espalhados pelo mundo. O esquema do time está montado. Uma máquina de fazer dinheiro azeitada pela desatenção de muitos, e pelo afastamento intencional da revelação escrita.

Apóstolos da “NAR” ligados ao Papa

Preside o “EMPOWERED21” o Dr. William M. Wilson (Billy Wilson). É curioso como a história se repete. Aos 85 anos de idade (1788), o Rev.John Wesley ficou indignado com dois líderes que havia indicado para conduzir o movimento metodista nos EUA. Em 20.09.1788, escreveu uma carta, em tom grave (11), onde desaprovava com veemência a conduta de FRANCIS ASBURY (1745-1816) e THOMAS COKE (1747-1814) por terem fundado uma faculdade com seus nomes: “Cokesbury College”.

Willian M. Wilson (BILLY WILSON) com o Papa no Vaticano

Essa atitude reprovada por Wesley, foi copiada quase dois séculos mais tarde pelo pastor metodista-carismático, teleevangelista GRANVILLE ORAL ROBERTS, mais conhecido por ORAL ROBERTS (1918-2009). Oral Roberts fundou em 1962, a UNIVERSIDADE ORAL ROBERTS-ORU, com dinheiro arrecadado pela televisão de ovelhas humildes, como aliás não é novidade. Montou um império. Hoje aquela instituição de ensino tem mais de três mil alunos. Entre os alunos famos que lá estudaram, estão KENNETH COPELAND e JOEL OSTEEN. Preside aquela instituição de ensino (ORU), o Dr. William M. Wilson (12), o mesmo que preside o movimento “Empowered21”. Aliás… Billy Wilson também preside a “Pentecostal World Fellowship”, fundada em 1947, que é filiada ao ecumênico “Conselho Mundial de Igrejas-CMI”. (13)

Como podemos observar, trata-se de um time só de líderes carismáticos. Entre eles podemos citar, apenas como exemplo, os nomes de:

  • DOUG BEACHAM (IPHC- International Pentecostal Holiness Church) (14)
  • LOU ENGLE (The Send) (15)
  • LOREN CUNNINGHAM (JOCUM)
  • KENNETH COPELAND (Kenneth Copeland Minstries) (16)
  • BILL JOHNSON (Bethel Church)
  • TEO HAYASHI (Dunamis Movement)
  • BENNY HINN
  • CINDY JACOBS (Profetiza)
  • TODD WHITE (Lifestyle Christianity Church)
  • MIKE BICKLE (Casa Internacional de Oração – IHOPKC)
  • ANDY BYRD (JOCUM)
  • DANIEL KOLENDA (CfaN)
  • BRIAN BRENNT (Circuit Riders Movement)
  • FAMÍLIA VALADÃO (17)
Douglas Beacham em defesa do Ecumenismo
Loren Cunningham (JOCUM) e esposa com o Papa

AMEAÇA Á SOBERANIA DO BRASIL

Quando o “Conselho Mundial de Igrejas-CMI” irmanado à “Santa Sé”, e apoiado pelos carismáticos, atentam contra a soberania do Estado de Israel, não param por aí. Também mostram suas garras contra a soberania do Brasil.

Há um movimento operando, não tão silenciosamente, com vistas à internacionalização da Amazônia. Essa ação maléfica está sendo levada a efeito por ONGs internacionais e por algumas “entidades brasileiras”, parte delas ligadas à Igreja Católica Romana. Essas informações estão no relatório elaborado pelo “Grupo de Trabalho da Amazônia-GTAM”, que é um colegiado composto por integrantes da “Agência Brasileira de Inteligência-ABIN”, e de órgãos de inteligência das Forças Armadas e da Polícia Federal. (18)

Quando o Papa Francisco se apresenta como uma liderança global, porta-voz da causa ecológica, na verdade não está preocupado com a biodiversidade da região amazônica, mas com o resultado  econômico e político que ela certamente lhe trará. (19)

Atende a interesses incofessáveis, e, para ter sucesso, investe insistentemente na idéia de tornar os cristãos “UM POVO SÓ” (ecumenismo).

Como esse projeto encontra forte resistência dos protestantes históricos, porque esses examinam mais cuidadosamente as Escrituras, o Papa escolheu  os carismáticos como parceiros que possam auxiliá-lo no plano da Santa Sé.Convidou para irem à Roma nada menos que 300 líderes pentecostais para as comemorações do 50 Aniversário da RCC (Renovação Católica Carismática). (20)

Enquanto  os líderes carismáticos objetivam o aumentos de “consumidores” de seus produtos (livros, discos, eventos, etc.), a Santa Sé tem objetivos mais ambiciosos. Elegeu a Amazônia com foco principal de sua atenção, sob a argumentação de que está preocupada com a “Ecologia Integral”, que o Pontífice chama de “NOSSA CASA COMUM” (21). A estratégia do que chama “Caminho rumo ao encontro” (22), foi cooptar os carismáticos.

Vários eventos foram criados, onde vemos lideranças carismáticas com participação ativa:

  • KAIRÓS 
  • JOHN 17 MOVEMENT (23)
  • CONFERÊNCIA ECLESIAL DA AMAZÔNIA
  • SÍNODO DA AMAZÔNIA

A busca incessante pela união da Santa Sé com os carismáticos, já produziu seus efeitos. A união está consolidada. O “CONIC” (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), um órgão ecumênico, já conta com a participação ativa de figuras expoentes tais como ASAPH BORBA e BENÉ GOMES (24), além de todos aqueles vinculados à “NAR”.

EMPODERANDO OU AMALDIÇOANDO?

O Dr. Martin Lloyd-Jones (1899-1981) considerava um “ataque à religião cristã”, não considerar o pecado o pior inimigo do homem. (25) Seguia o entendimento bíblico inequívoco de Charles H. Spurgeon (1834-1892), que apontava o terrível pecado de não se pregar contra o pecado. (26)

Essa tem sido a marca de todo fiel pregador do Evangelho: denunciar o pecado convidando o pecador ao arrependimento.

Essa deve ser a principal pregação de todo ministro fiel. Aos 67 anos de idade (1770), o Rev. John Wesley (1703-1791) escreveu uma carta ao seu irmão Charles Wesley (1707-1788), lamentando o tempo que não gastou com essa pregação. (27)

O Espírito Santo (II Pedro 1.21) usando o apóstolo Paulo diz que é amaldiçoado todo aquele que anunciar “OUTRO EVANGELHO” (Gl.1.8- NVT). “Amaldiçoado” ou “maldito”, no sentido bíblico, “é aquilo ou aquele sobre quem se lançou maldição” – (Dicionário Bíblico Online).

Quem amaldiçoa aqui é o próprio Deus, conforme fez em Gn. 3.14; 4.11. Portanto, Deus amaldiçoa, emite juízo de condenação, a todos aqueles que pregam “OUTRO EVANGELHO”, que for diferente daquele que Paulo pregava.

QUE EVANGELHO PAULO PREGAVA?

1) O EVANGELHO DA CRUZ (I Co.1.23; I Co.15.31; Gl. 2.19-20)

O “Evangelho da Cruz” fala de coisas que o pecador não gosta de ouvir: renúncia, mudança de vida, vida de piedade que implica em perseguições (II Tm. 3.12).

2) O EVANGELHO QUE FALA DO ARREPENDIMENTO (Atos 17.30; 26.18-20)

Sem o arrependimento não há remissão de pecados (Atos 2.38; Lc. 24.47 – NVT)

3) O EVANGELHO QUE FALA DA IRA DE DEUS (Rm. 3.5-6 – NVI; I Ts. 1.8-10 – NVT,  c/c Atos 17.31)

A pregação de mero assentimento ao nome do Senhor Jesus Cristo, é “OUTRO EVANGELHO”. O Rev. John Wesley (1703- 1791) afirma que esse tipo de pregação de simples assentimento ao nome de Jesus, é coisa que até os demônios são capazes de aceitar. (28)

Todos os pregadores vinculados à “NAR”, ao “EMPOWERED21”, à “JOCUM”, participantes da Conferência “KAIRÓS”, ao movimento “JOHN17”, ao “THE SEND”, ao “CfaN”, ligados ao “CMI”, formam um só grupo: CARISMÁTICOS ECUMÊNICOS.

Todos são pregadores de “OUTRO EVANGELHO”. “Evangelho” sem cruz, sem denúncia do pecado, sem convite ao arrependimento, e nunca tratam da ira de Deus.

Um dos membros desse grupo de carismáticos, TODD WHITE, recentemente reconheceu que estava pregando um falso evangelho (outro evangelho). (29)

CONCLUSÃO

Os Carismáticos, especialmente os da América Latina, estão ligados ao Papa. Essa aproximação aos católicos romanos (ecumenismo), amplia o mercado consumidor. A mentalidade antissemita vem a reboque. A soberania brasileira sobre a Amazônia torna-se  irrelevante para os participantes do grupo.

Assim caminham os carismáticos, apoiados por outros crentes mal informados ou acríticos.

Amados, quando empregava toda a diligencia em escrever-vos acerca de nossa salvação comum, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos“.

Judas 1.3

Presbítero Ivo Matias Damas

CITAÇÕES

1- “War On The Saints” – Ed. Thomas e Lowe Ltd.; Reprint ed.1909 – 1994 The full text Unbridged Edition- by Jessie Penn Lewis with Evan Roberts, p.67

2 –  https://www.jewishvirtuallibrary.org “Whilhelm Marr – Jewish Virtual Library”

3 – “inimigo Judeu: Propaganda Nazista Durante a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto- Ed.Edipro/SP, 2014 www1.folha.uol.com.br – “A Igreja Católica Fortaleceu o Antissemitismo”.

4 – “et ideo judaei precaverunt, nom solum hominis Christi, sed tanquan Dei crucifixores” (é por isso que os judeus pecaram, não só crucificando o homem Cristo, mas também crucificando-o como Deus… pelo mistério da união hipostática. Suma Teológica, III, q.47, a.  5ad 3 .

5 – Vídeo = “O Tempo Final – Kenneth Copeland” – https://www.youtube.com/watch/v=zihTKZYAoj4

6 – “Birthing of The False Church Through Ecumenis”- disponível em https://michelsonborges.wordpress.com

7 – “The Rise of Network Christianity: How Independent Leaders Are Changing The Religious Landscape (Global Pentecost Charismatic Christianity)”- Ed.Oxford University Press- 1a. ed., 2017- Brad Christerson with Richard Flory

8 – Wilfred Trotter em: “Instincts of The Herd In Peace & War”- Ed.Suzeteo Enterprises, 2019- 1a.edição em 1914..

9 – “Shaping History Through Prayer And Fasting”- Ed.Whitaker Distribuition, 2002- By Derek Prince – Livro prefaciado por LOU ENGLE

10 – “Líderes Convocam Cristãos Para Segundo Pentecostes”- https://overbo.newslíderes-cristaos

11 – https://churchhealthwiki.wordpress.com – “Avoid Fame & Wesley`s Letter to Asbury re.Cokesbury: Do Not Seek To Be Something”

12 – https://www.pwffellowship.org – “Leadership – Pentecostal World Fellowship””

13 – https://www.oikoumene.org – “Pentecostal World Fellowship/World Council of Churches”-; https://www.christiancentury.org – “Which Global Church? The Pentecostal World Fellowship and WCC” https://www.pwfellowship.org- “Penecostal World Fellowship”

14 – https://empowered21.com>about – “Global Leaders-Empowered21”.

15 – https://www.kairos2019.com – “Kairós 2019 = LOU ENGLE.

16 – EW média – Kenneth Copeland – Kairus2017 – vídeo.

17 – https://diantedotrono.com – Empowered21 – Diante do Trono”

18 – https://apublica.org – “Sínodo da Amazônia Revela na Sagacidade Política do Papa”

19 – https://www.gospelprime.com.br- “Os Filhos de Francisco”.

20 – http:// www.ilhu.unisinos.br>56835 – “Um Só Espírito: Católicos e Pentecostais Celebram o Pentecostes com Francisco”.

21 – http://www.ilhu.unisinos.br>59331- “Amazônia: Nossa Casa Comum em Roma. Relato dos Primeiros Dias”.

22 – http://www.ilhu.unisinos.br – “Ecumenismo, o Caminho Rumo ao Encontro”- Artigo de Andrea Riccardi- Historiador italiano- Jornal Awenire de 02.12.2014 .

23 – https://john17movement.com – “John 17 Movement – ALL Be One”.

24 – https://www.conic.org.br – “Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – Conferência Reúne Católicos e Evangélicos Pela Unidade”.

25 – “Sincero, Mas Errado” – Editora Fiel/SJC-SP, 1a.ed. 1951, 2a.ed.2011- Dr. Martyn Lloyd-Jones .

26 – “O Grande Pecado de Não Fazer Nada” – sermão de Charles H. Spurgeon pregado em 05.08.1886 .

27 – Carta de John Wesley a seu irmão Charles Wesley, escrita em 1770 . cf. Richard P. Heizenrater, em seu ensaio “Princípios e Práticas da Pregação de John Wesley”, 1997, nas Lectures In Several Occasions, nr.1- Centro de Estudos Metodistas da Biblioteca Bridwell, p.29 .

28 – Sermão nr.18 de John Wesley – “Os Sinais do Novo Nascimento” .

29 – https://m.guiame.com.br – “TODD WHITE Se Arrepende Por Não Pregar Todo Evangelho”: ‘É preciso apontar o pecado’ .

CONSULTAS

https://narconnections.com – DOUG BEACHAM ENDORSEMENTS – NAR 

 CONNECTIONS (Endossos de Doug Beacham)

– “A Distinção: Crítica Social do Julgamento” – Ed.Zouk/RS, 2011/2a. edição – 1a. edição em 1979- Pierre Bordieux (1930-2002)

– “O Comportamento do Consumidor: Comprando, Possuindo e Sendo” – Ed. Bokman/RS, 2016 – 11a. edição.

https://ilhu.unisinos.br – “Walter Altmann – “70 Anos do Conselho Mundial de Igrejas- CMI – Pronunciamento de Walter Altmann .

– “Global Comunication: Is These a Place For Human Divinity?- Ed. World Council of Churches, 1996 .

– “Locusts And Wild Honey: The Charismatic Renewal And The Ecumenical Movement”. Rex Davis- Ed.World Council of Churches, 1978.

https://g1.globo.com – “Bolsonaro diz que a Amazônia é nossa e não como o Papa tuitou ontem, não, tá?”

– Catholic News Service, 03.06.2017 .

http://www.christianity.va – “Presentation If Pastor Moab Cesar Carvalho ( Assemblies of God) – Pontifical Council For Promoting Christian Unity”- saudação ao Papa no Sínodo.

https://www.vaticannews.va>news – “Conselho Mundial de Igrejas: Em Busca de Uma Unidade Visível” .

http://www.ilhu.unisinos.br – “Papa Francisco Convoca Conselho Mundial de Igrejas a Ser Mais Missionário”.

https://www.oukoumene.org>news – “Ecumenical Observes At Pentecostal – Charismatic Consultation” .

https://empowered21.com – “Empowered21 – Serving Movement Empowering a Generation” .

– Revista Brasileira de Diálogo Ecumênico Inter-Religioso – “Uma Abordagem Histórica do Ecumenismo Pentecostal na América Latina” – Josiah Baker. Caminhos de Diálogo, Curitiba/PR, ano 8, nr.13, p.287-307, jul/dez.2020 .

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Como Proceder Diante do Ensino da Sociedade e do Legado dos Nossos Pais?

No século 21 temos sido bombardeados com ensinamentos humanistas que dizem que somos frutos do meio. Normalmente quando alguém vai a um psicólogo para fazer uma consulta, o método usado por um psicólogo é analisar o paciente por meio de uma investigação do seu contexto, da sua personalidade, a dos seus pais, e parentes.

É comum a psicologia tratar o paciente como vítima da sociedade e não como responsável pelos seus atos. Também alguns ramos religiosos dizem que pode existir uma maldição hereditária sobre uma pessoa, por isso, a razão de ela nunca conseguir progredir na vida espiritual e material.

No século 20 vimos que fizeram um teste científico para comprovar essa tese. Fizeram testes com ratos, sim ratos. Nestes testes colocaram um rato em uma gaiolinha simples e dois recipientes com água. Num recipiente continha água pura e no outro água com droga. Na gaiola simples o rato sempre optava pela água com droga até uma overdose e morte. No outro teste, dessa vez uma “Ratolândia”, um verdadeiro parque de diversões e opções para o rato, inclusive outros ratinhos juntos. O teste era o mesmo, colocar um rato nessa Ratolândia com dois recipientes de água, um com droga e o outro não. Adivinhem? o rato começou a optar pela água limpa. e não mais por drogas. A taxa de mortalidade foi de 100% a 0% nessa experiência. ( https://www.youtube.com/watch?v=EKHOY9_f7rs )

Conseguem compreender agora porque existem as ideologias humanistas que querem dar recursos aos mais pobres? Os negros precisam de cota racial do governo, a favela teve o nome mudado para “comunidade” e o crime passa a ser justificado porque quem nasce na favela não tem outra opção, são vitimas da sociedade e de um país capitalista e sem amor? Perceberam como adaptaram academias para atividades físicas nas praças públicas? A ideologia humanista também esta infiltrada na política, a famosa guerra entre “direita” e “esquerda”, Capitalismo vs. Socialismo. Somos frutos do meio, ideologizados por uma sociedade Patriarcal, dizem eles.

Dada essa introdução, com base na minha crença de que a Bíblia Sagrada é um livro que não contém erros e que não pode conduzir ninguém ao erro. Quero discordar desses pressupostos existenciais, pois creio que as Escrituras nos responsabiliza pelos nossos atos:

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto. Quem poderá entendê-lo? Eu, o SENHOR, sondo o coração. Eu provo os pensamentos, para dar a cada um segundo os seus caminhos, segundo o fruto das suas ações.”

Jr 17.9-10 – NAA

Tudo o que foi mencionado até agora, todos os estudos têm sua importância. O meio em que vivemos, a família que fazemos parte, a criação que recebemos pode nos INFLUENCIAR a repetir as mesmas coisas, mas NÃO DETERMINAR. E é aqui que nós cristãos devemos romper com essas teorias.

Maldição Hereditária

Não existe. Normalmente quem ensina essa doutrina segue seu próprio misticismo e não a Bíblia. A primeira pergunta que precisa ser levantada contra esses ensinos é: “Amaldiçoado por quem?”. Normalmente eles querem “amarrar Satanás”, “repreender os demônios”, “quebrar simpatias”, “destruir macumbas” feitas a uma pessoa. Mas quando você questiona onde na Bíblia fala sobre maldição hereditária eles usam alguns textos, um dos clássicos é o seguinte:

Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque eu, o SENHOR, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

Êx 20.4-6 – NAA (Destaque meu)

Uma leitura atenta do texto ensina exatamente o oposto do que creem. É o próprio Deus que faz isso e não Satanás e seus demônios! Aqui já começamos a desconstruir essa ideia.

Essa doutrina é antiga, o povo achava que o filho pagava pelo pecado do pai. O próprio Deus fez questão de corrigir esse pensamento que se tornou um provérbio no Oriente Antigo:

Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram.

Mas será que Deus não resolveu essa polêmica por meio do Profeta Ezequiel? Vejamos:

A palavra do SENHOR veio a mim, dizendo: — O que vocês querem dizer, vocês que ficam repetindo este provérbio a respeito da terra de Israel: “Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram”? Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, vocês nunca mais repetirão esse provérbio em Israel. Eis que todas as pessoas são minhas. Assim como a pessoa do pai, também a pessoa do filho é minha. A pessoa que pecar, essa morrerá. — Se um homem é justo e age com justiça e retidão — não come carne sacrificada nos altos nem levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel; não contamina a mulher do seu próximo nem tem relações com a mulher menstruada; não oprime ninguém, mas devolve ao devedor a coisa penhorada e não rouba; reparte o seu pão com o faminto e cobre com roupas aquele que está nu; não empresta para ter lucro e não cobra juros; desvia a sua mão da injustiça e é imparcial ao julgar uma questão entre duas pessoas; anda nos meus estatutos e guarda os meus juízos, procedendo retamente —, esse tal é justo e certamente viverá, diz o SENHOR Deus. — Se ele gerar um filho ladrão, assassino, que fizer a seu irmão qualquer uma dessas coisas que o pai nunca cometeu, mas comer carne sacrificada nos altos, contaminar a mulher de seu próximo, oprimir o pobre e necessitado, praticar roubos, não devolver o penhor, levantar os olhos para os ídolos, cometer abominação, emprestar para ter lucro e cobrar juros, será que esse viverá? Não viverá. Ele fez todas estas abominações e será morto; é responsável pela própria morte. — E, se esse filho gerar um filho que veja todos os pecados que o pai cometeu, e, vendo-os, não fizer coisas semelhantes, não comer carne sacrificada nos altos, não levantar os olhos para os ídolos da casa de Israel, não contaminar a mulher de seu próximo, não oprimir ninguém, não retiver o penhor, não roubar, repartir o seu pão com o faminto, cobrir com roupas aquele que está nu, desviar a sua mão da injustiça, não emprestar para ter lucro nem cobrar juros, executar os meus juízos e andar nos meus estatutos, esse tal não morrerá por causa da iniquidade de seu pai; certamente viverá. Quanto ao pai dele, porque praticou extorsão, roubou os bens do próximo e fez o que não era bom no meio de seu povo, eis que ele morrerá por causa de sua iniquidade. — Mas vocês perguntam: “Por que o filho não paga pela iniquidade do pai?” Porque o filho fez o que era justo e reto. Ele guardou todos os meus estatutos e os praticou. Por isso, certamente viverá. A pessoa que pecar, essa morrerá. O filho não pagará pela iniquidade do pai, nem o pai pagará pela iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele, e a maldade do ímpio cairá sobre este. — Mas, se o ímpio se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é justo e reto, certamente viverá; não será morto. De todas as transgressões que cometeu, nenhuma será lembrada contra ele; pela justiça que praticou, viverá. — Vocês pensam que eu tenho prazer na morte do ímpio? — diz o SENHOR Deus. Não desejo eu muito mais que ele se converta dos seus caminhos e viva? Mas, se o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, fazendo as mesmas abominações que o ímpio faz, será que ele viverá? De todos os atos de justiça que praticou, nenhum será lembrado; na sua transgressão com que transgrediu e no seu pecado que cometeu, neles morrerá. — No entanto, vocês dizem: “O caminho do Senhor não é reto.” Então escute, ó casa de Israel: Será que é o meu caminho que não é reto? Não seriam muito mais os caminhos de vocês que são tortuosos? Se o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, morrerá por causa dela; na iniquidade que cometeu, morrerá. Mas, se o ímpio se converter da maldade que cometeu e praticar o que é justo e reto, ele preservará a sua vida. Pois se ele percebe o que fez e se converte de todas as transgressões que cometeu, certamente viverá; não será morto. No entanto, a casa de Israel diz: “O caminho do Senhor não é reto.” Será que são os meus caminhos que não são retos, ó casa de Israel? Não seriam muito mais os caminhos de vocês que são tortuosos? — Portanto, eu os julgarei, cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o SENHOR Deus. Convertam-se e afastem-se de todas as suas transgressões, para que a iniquidade não lhes sirva de tropeço. Livrem-se de todas as transgressões que vocês cometeram e façam para vocês um coração novo e um espírito novo. Por que vocês haveriam de morrer, ó casa de Israel? Eu não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertam-se e vivam.

Ez 18.1-32 – NAA

Portanto, queridos leitores, o texto diz por si mesmo. Nenhum filho paga pelo pecado do pai, “nossos dentes não embotarão porque nossos pais comeram uvas”.

“Há, mas meu pai morreu e nos deixou inimigos”, “minha mãe morreu e nos deixou dividas”, “porque eu tenho que pagar por algo que não fui eu quem fiz?”. Precisamos entender que o pecado trás consequências sociais, e muitas vezes o efeito do pecado atinge terceiros. Existe diversos textos na Bíblia que nos mostra isso, mas isso não se chama maldição hereditária. Saiba diferenciar o que é maldição hereditária do que são as consequências do pecado, isto sim realmente existe. O pecado é como uma bomba, quem estiver próximo poderá ser atingido.

Sobre a questão da INFLUÊNCIA que existe no âmbito familiar e social

Existem vários textos na Bíblia que podem ser usados para nos demonstrar isso, leia 1 Reis e 2 Reis, talvez seja “O” livro que mais demonstre a relação da influência da vida dos pais na vida dos filhos. Entretanto, o texto que iluminou minha mente na devocional de hoje, é um destaque muito simples do texto na vida do rei Acaz e de seu filho Ezequias. Ambos reinaram em Israel, mas a narrativa nos mostra um contraste interessante sobre a vida dos dois:

“Acaz tinha vinte anos de idade quando começou a reinar e reinou dezesseis anos em Jerusalém. Não fez o que era reto aos olhos do SENHOR, seu Deus, ao contrário de Davi, seu pai”.

2 Rs 16.2 -NAA (Destaque meu)

No terceiro ano do reinado de Oseias, filho de Elá, rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá, começou a reinar. Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. A mãe dele se chamava Abi e era filha de Zacarias. Ezequias fez o que era reto aos olhos do SENHOR, segundo tudo o que Davi, seu pai, havia feito. Removeu os lugares altos, quebrou as colunas e derrubou o poste da deusa Aserá. Também fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés havia feito. Os filhos de Israel chamavam essa serpente de Neustã e até aquele dia lhe queimavam incenso.

2 Rs 18.1-4 – NAA (Destaque meu)

Acaz foi marcado pelo adultério espiritual (2 Rs 16.10-18), mas Ezequias considerado um reformador em Israel. Acaz um religioso sincretista, demonstrando uma falsa piedade (Is 7.10-13), mas Ezequias o oposto do pai, demonstrando um verdadeiro temor ao Senhor (2 Rs 20.2-3). Fez questão de ser diferente do seu pai, pois enquanto um não pede um sinal a Deus e foi repreendido pelo profeta, o outro faz questão de pedir um sinal a Deus (2 Rs 20.8). Leia as citações.

Será que o Espírito Santo não foi intencional ao nos revelar através dessa narrativa estes pequenos detalhes de um filho que fez questão de romper com os costumes e atitudes do seu pai? Não somente rompeu com as influências, mas influenciou os seus súditos a fazerem o que era reto diante de Deus.

Considerações finais

A sociedade, nosso país, a ideologia nas escolas, a política atual, a falsa mídia, os valores morais que são ensinados, as redes sociais, as religiões, a cultura, a família, são importantes para a vida, mas precisam ser analisados com cautela, devemos reter o que é bom. Quem define o que agrada a Deus é sempre a Sua própria Palavra, composta pelos 66 livros. Precisamos romper com a religiosidade dos nossos pais, bem como dos usos e costumes.

É mais importante obedecer a Deus do que aos homens.

Atos 5.29 – NAA

E também:

Os fatores externos podem influenciar, mas nunca determinar.

Todo pai ou mãe por mais imoral que tenha sido, ainda assim tem algo que possa nos ensinar, tanto pelo erro quanto pelo acerto. Se procederam bem, devemos imitar, se procederam mal, devemos fazer o contrário. Cada um prestará contas de seus próprios atos. Pois, o padrão de certo e errado, de moral e imoral já foram estabelecidos por Deus em sua Palavra.

Precisamos entender a cosmovisão da nossa geração. Porquê pensam do jeito que pensam? Porquê estabeleceram padrões de vida e conduta baseados em falsas teorias, mas que se passam como verdade? É quase impossível remover da mente dessas pessoas esses padrões de vida se não por meio do Espírito Santo de Deus. Disse Jesus:

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

João 17.17 – NAA

Finalizo com o seguinte texto:

De tudo o que se ouviu, a conclusão é esta: tema a Deus e guarde os seus mandamentos, porque isto é o dever de cada pessoa. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.

Ec 12.13-14 – NAA

A seu serviço,

Rafael Soletti Martin

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PRESENTE DADO, PRESENTE REJEITADO – DEVOCIONAL EM JUÍZES 4

No texto de hoje, vemos um período em que Israel estava sendo oprimido durante vinte anos pelo rei de Canaã Jabim, que era temido por seus novecentos carros de ferro. Naquele tempo havia uma mulher juíza na região de Efraim que se chamava Débora, sempre que os filhos de Israel precisavam julgar alguma situação, procuravam a profetisa que tinha seu “escritório” debaixo de uma palmeira, pois naqueles dias não havia rei em Israel e cada um fazia o que era “reto” aos seus próprios olhos. (17.6; 21.25) 

     Conta o autor que Israel clama ao Senhor depois de longos anos de aflições; Débora que profetizava naqueles dias, transmitiu a palavra do Senhor à um homem chamado Baraque da tribo de Naftali que dizia: “…Vai e conduze contigo o exército ao monte Tabor. Toma contigo dez mil combatentes de Naftali e de Zebulom. Quando estiveres junto da corrente de Quisom, levarei a ti Sísara, o general do exército de Jabin, com seus carros e todas as suas tropas, e o entregarei às tuas mãos”. (4.6-7)

     A ordem estava dada, o verbo imperativo “vai” destaca a ordenança do Senhor. Não bastasse isso, o Senhor ainda diz “…entregarei às tuas mãos”, em outras traduções encontraremos a palavra “darei nas tuas mãos”, era um presente, bastava obedecer e ser honrado, mas a resposta de Baraque à profetisa expressa sua falta de segurança e falta de confiança no Senhor: “…Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei”.

     Se continuarmos lendo a história narrada, veremos que a contra resposta que Débora dá a este homem é exatamente o que ele mereceu, desonra… “…irei contigo, porém não será tua a honra da investida que empreendes; pois às mãos de uma mulher o Senhor entregará…”. Nada poderia ser pior pra um homem, naquela época uma mulher não tinha muita liberdade e nem honra comparada aos dias de hoje, mas o Senhor transfere a benção de um homem para uma mulher chamada Jael, que segundo o texto, tem o privilégio de ter o nome honrado nas Escrituras por salvar a nação de Israel tirando a vida do rei de Canaã.

      Diante de uma passagem como esta eu me pergunto: “quantos presentes o Senhor já nos entregou e por falta de fé, medo, insegurança, falta de confiança em Deus, permitimos que outros abram o presente que nos foi oferecido?!”, pois foi exatamente o que aconteceu, o Senhor “deu” a Baraque, mas quem abriu e se alegrou foi Jael. Se olharmos para a história o homem tende a negar as bênçãos de Deus. Ele enviou um presente, seu Filho Jesus aos Judeus, e os Judeus o rejeitaram (Jo 1.11), quem “abriu os presente” foram os gentios; fez uma festa, mas os convidados rejeitaram, quem participou do banquete foram os que aceitaram o convite (Mt 22:1-14). Resumindo, Ele nos oferece a Vida Eterna ao lado Dele, um presente imerecido, basta crer Naquele que Ele enviou. Escolheremos a desonra? daremos continuidade à este ciclo de falhas?

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!

Almeida Revista e Atualizada. (1993). (Mt 23.37–Lc 13.34). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.

Rafael Soletti Martin

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A CLAREZA DAS ESCRITURAS

Admirável e saudavelmente o Espírito dispôs as Escrituras de modo que, pelas passagens mais claras, ele pudesse satisfazer nossos desejos; e, pelas mais obscuras, remover nosso desprezo.

Agostinho, Christian Instruction. Traduzido por John J. Gavigan. Nova York: Cima Publishing Co., 1947.

As Escrituras são tão claras nas coisas necessárias à salvação, que podem ser entendidas pelos crentes sem o auxílio externo da tradição oral (agraphou) ou da autoridade eclesiástica? Isso afirmamos contra os papistas.

I. Os papistas, não satisfeitos com seu empenho para provar a insuficiência das Escrituras, a fim de introduzir a necessidade da tradição, começaram a questionar sua clareza (como se o sentido não pudesse de forma alguma ser averiguado com certeza sem o julgamento da igreja), a fim de ter um pretexto para afastar o povo de sua leitura. Havendo ocultado a candeia sob uma vasilha, reinaram nas mais densas trevas.

Estabelecimento da questão. II. Quanto ao estado da questão, observe-se: (1) A questão não diz respeito à clareza ou à obscuridade do assunto ou das pessoas. Não negamos que as Escrituras sejam obscuras aos incrédulos e aos não-regenerados, aos quais Paulo diz que seu evangelho está oculto (2Co 4.3). Também confessamos que o Espírito de iluminação é necessário para torná-las inteligíveis aos crentes. Antes, a questão diz respeito à obscuridade ou clareza do objeto ou das Escrituras (i.e., se são tão obscuras que o crente não pode apreendê-las para a salvação sem a autoridade e julgamento da igreja – o que negamos).
III. A questão não diz respeito à obscuridade das coisas ou dos mistérios registrados nas Escrituras. Concordamos que há muitos mistérios contidos ali, tão sublimes que transcendem o máximo alcance de nossa mente e podem até aqui ser chamados obscuros em si mesmos. Antes, a questão diz respeito à obscuridade do modo como essas coisas mais impenetráveis são enunciadas, e as quais afirmamos que são tão maravilhosamente acomodadas (synkatabasei) pelo Senhor que o crente (que tem abertos os olhos de seu entendimento), lendo atentamente, pode entender esses mistérios suficientemente para a salvação.
IV. A questão não é se as Sagradas Escrituras são claras em todas as suas partes, a ponto de não necessitar de interpretação nem de exposição de passagens duvidosas (do que Belarmino falsa e caluniosamente nos acusa, expondo a questão assim: “As Escrituras são em si mesmas tão perfeitamente claras e inteligíveis a ponto de não necessitar de nenhuma interpretação?” – VD 3.1, p. 96). Pois sem qualquer hesitação confessamos que as Escrituras têm suas adyta (“altitudes”) e bathē (“profundezas”), as quais não podemos adentrar ou sondar, e as quais Deus assim ordenou com o propósito de excitar o estudo dos crentes e aumentar sua diligência; humilhar o orgulho do homem e remover dele o desdém que poderia suscitar de exagerada clareza. Antes, a questão diz respeito somente às coisas necessárias à salvação e, de fato, apenas até onde se fazem necessárias ao conhecimento, e não podem ser desconhecidas sem se cometer crime. Por exemplo, o mistério da Trindade é claramente enunciado, no que concerne ao fato (to hoti), que é necessário, porém não no que concerne ao como (to pōs), o qual não nos é permitido conhecer (e nem é essencial à salvação). Como se dá na natureza, assim também nas Escrituras aprouve a Deus apresentar por toda parte e fazer acessíveis à compreensão todas as coisas necessárias; mas aquelas menos necessárias são tão veladamente ocultas a ponto de requerer grande exercício a fim de desvendá-las. E assim, além de pão e sustento, ela tem faustos, gemas e ouro em profundidade sob a superfície, só adquiríveis por meio de infatigável labor; e, como o céu está salpicado de estrelas maiores e menores, assim as Escrituras não são por toda parte igualmente resplendentes, porém são distinguidas por lugares mais claros e mais obscuros, como por estrelas de maior ou menor magnitude.
V. A questão não é se as coisas essenciais à salvação estão em todas as partes das Escrituras claramente reveladas. Reconhecemos que há algumas coisas difíceis de serem assimiladas (dysnoēta) e destinadas por Deus ao exercício de nossa atenção e poderes mentais. A questão é se as coisas essenciais à salvação estão por toda parte reveladas, pelo menos de modo que o crente possa, por detida meditação, averiguar sua veracidade (porque nada pode ser extraído da mais obscura passagem que não se possa encontrar em outro lugar em termos mais claros). Como observa Agostinho: “Admirável e saudavelmente o Espírito dispôs as Escrituras de modo que, pelas passagens mais claras, ele pudesse satisfazer nossos desejos; e, pelas mais obscuras, remover nosso desprezo” (CI 2.6 [FC 2:66; PL 34.39]); e: “Alimentamo-nos nos lugares públicos, somos exercitados pelos obscuros; ali, a fome é saciada; aqui, o desprezo” (Sermon 71, “De Verbis Domini”, 7.11 [PL 38.450]).
VI. A questão não diz respeito à clareza que não exclui os meios necessários para a interpretação (i.e., a luz interior do Espírito, a atenção da mente, a voz do ministro da igreja, sermões e comentários, oração e vigilância). Pois afirmamos que esses meios não apenas são úteis, mas também ordinariamente necessários. Apenas desejamos banir as trevas que impedem as pessoas de ler as Escrituras como se fossem nocivas e perigosas, e impedi-las de buscar recursos na tradição, quando podem repousar somente nas Escrituras.
VII. A questão, pois, se conclui nisto: se as Escrituras são tão claras nas coisas essenciais à salvação (não quanto às coisas enunciadas, mas quanto ao modo de enunciar; não quanto ao assunto, mas ao objetivo) que, sem o auxílio externo da tradição ou o julgamento infalível da igreja, podem ser lidas e discernidas proveitosamente pelos crentes. Os papistas negam isso; nós afirmamos.

Turretini, F. (2010). Compêndio de Teologia Apologética. (O. Olivetti, D. Ceron, & P. Arantes, Orgs.) (1a edição, Vol. 1, p. 206–208). Cambuci; São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

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HOMEM É HOMEM E MACACO É MACACO

Bode é Bode, Ovelha é Ovelha


A analogia é perfeita, sem adaptação. A metáfora usada é honesta. Não é ficção e nem mitologia. Ovinos não se transformam em caprinos, bem como caprinos não se transformam em ovinos. São espécies criadas assim, diferentes uma da outra. Assim nascem, assim morrem. O sacrifício substitutivo de Cristo (Rom. 3. 25-25; II Co. 5.21) foi feito por ovelhas, e não por bodes. Ovelhas rebeldes, mas ovelhas (Mt. 20.28; Jo. 10.15).

BODES – O bode não tem o Espírito Santo habitando nele: “…mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. (Rom. 8.9) O bode não entende o Evangelho: “Por que não entendeis a minha linguagem? por não poderdes ouvir a minha palavra” (Jo. 8.43); “E Ele lhes disse: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas. Para que, vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados” (Mc. 4.11-12). O bode acha o Evangelho uma loucura: “Porque a palavra da Cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (I Co. 1.18). “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhes parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Co. 2.14). O bode não ouve porque não pertence a Deus: “Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus” (Jo. 8.47); “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro” (I Jo.4:6).

OVELHAS – As ovelhas entendem o Evangelho: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (Jo. 10.27); “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” ( I Co. 1.21). As ovelhas ouvem o Evangelho: “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”. (Jo. 6.45). As ovelhas são trazidas pelo Pai a Jesus: “Todo que o Pai né dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo. 6.37); “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer…” (Jo. 6.44). As ovelhas têm garantida a vida eterna: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas, já passou da morte para a vida” (Jo. 5.24); “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”. (Atos 13.48) As ovelhas estão espalhadas pelo mundo: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também né convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um pastor” (Jo. 10.16). O Pai insiste em buscar as Suas ovelhas: “E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (Atos 18.9-10). Para “ouvir”, “discernir” e “entender”, é preciso ter o Espírito de Cristo. É condição prévia. Não é ouvir para depois ter o Espírito de Cristo. É ter o Espírito para puder ouvir; não é ouvir para tornar-se ovelha, mas o contrário. Quem são estes? Aqueles que o Pai dá a Cristo (Jo. 6.37). Estes são trazidos pelo Pai a Cristo (Jo. 6.44-65). Estes ouvem (Jo. 8.47), aprendem e discernem (Jo. 6.45), e só o farão se houver quem pregue (Rom.10:14).


“…O TEMPO ESTÁ CUMPRIDO, E O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO. ARREPENDEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO”. (Mc. 1.15)

Presbítero Ivo Matias Damas. Meus parabéns pelo seu aniversário hoje (18/10/2020), Rogamos as bênçãos de Deus sobre você e sua família!