Base Bíblica para o Domingo Cristão

Acompanhe o estudo com o Vídeo do Youtube

Daniel 7.25
Gênesis 2.2
Êxodo 20.8
Deuteronômio 5.12–15
Salmo 118.20–24
Lucas 22.7
Lucas 22.53
Gálatas 4.3–5
Efésios 1.3–14
Atos dos Apóstolos 20.7
1Coríntios 16.1–2
Apocalipse 1.10
Colossenses 2.16–17
Mateus 5.17–19
Isaías 58.13–14
Marcos 2.23–28
Gálatas 4.8–11

Propósito do Estudo

  • Edificar a Igreja
  • Repelir Falsos ensinos sabatistas e antinomistas
  • Relembrar a importância de estudar a Lei (Mt 5.17-19)
  • Não é falar sobre o dever de guardar o Dia do Senhor ou não.

1 – Deus é imutável, por isso não pode mudar o mandamento?

Gênesis a Salmos
Velho x Novo Testamento
Leis Cerimoniais
Leis Civis

2 – Constantino foi um pagão que adorava o Sol e instituiu (07/03/321 d.C) o domingo como dia de adoração segundo a profecia de Dn 7.25? Ratificado posteriormente no Concílio de Nicéia em 325 d.C? Vejamos:

Documentos escritos nos três primeiros séculos, muito antes de Constantino existir (306-337 d.C), adotaram e conservam, todos eles, a mesma expressão concebida pelo apóstolo João para referir-se ao glorioso dia da ressurreição de Jesus Cristo.

Século 1º: Escritos dos Apóstolos

No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite. (At 20.7)

Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia.  No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for. (1Co 16.1–2)

Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta,(Ap 1.10)

Século 2º: Escritos de Melito de Sardes

Nestes escritos, há um tratado sobre a adoração no domingo, intitulado: peri kyriakes (acerca do dia dominical), “dia do Senhor”, isto é, “domingo”. 

Ano 110-115: Epístola de Inácio aos magnesianos

“Aqueles que estavam presos às velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o sábado, porém vivendo de acordo com o ‘dia do Senhor’”. (Inácio, 100 d.C).

“Porque se no dia de hoje vivermos segundo a maneira do judaísmo, confessamos que não temos recebido a graça […] Assim pois, os que haviam andado em práticas antigas alcançaram uma nova esperança, já sem observar os sábados, porém modelando suas vidas segundo o ‘dia do Senhor’ (Kyriaken zontes)”. 

Ano 130: O “evangelho de Pedro”

É um documento histórico comprovadamente escrito no princípio do século 2º , e também se refere ao dia da ressurreição usando o mesmo adjetivo kyriakes, que, na edição de Jorge Luís Borges, é traduzido corretamente por “domingo”. 

Ano 132, ou antes: Epístola de Barnabé

“Portanto, também nós guardamos o oitavo dia ( kyriake hemera, ‘domingo’) para nos alegrarmos em que também Jesus se levantou dentre os mortos e, havendo sido manifestado, ascendeu aos céus”. 
“Nós guardamos o dia oitavo com alegria, no qual também ressurgiu dos mortos e tendo aparecido ascendeu ao céu” (Barnabé, 120 d.C).

Ano 150-180: Justino Mártir, Eusébio, Clemente de Alexandria e Bardaneses

Escritores dos séculos 2º e 3º, todos eles também adotaram o kyriake hemera criado por João para o “dia da ressurreição”, vertido para o latim como Domínica die “dia dominical” e passado para o português como “domingo”! 

“No dia chamado domingo há uma reunião num certo lugar de todos os que habitam nas cidades ou nos campos, e as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas são lidos” (Justino Mártir 140 d.C)

“Num dia, o primeiro da semana, nós nos reunimos” (Bardesanes, 180 d.C.).

P. ex., no Didaquê 14:1, escrito provavelmente na primeira década do segundo século, além da carta de Inácio dirigida à comunidade em Magnésia antes do ano 110, Mag. 9,1, e da carta chamada de carta de Barnabé, redigida algumas décadas depois, Barn. 15:2.

“No domingo há uma reunião de todos que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos apóstolos e dos escritos dos profetas, tanto que o tempo permitia. Termina a leitura e o presidente, num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras.Depois disso, todos nós levantamos e fazemos uma oração comum. Finda a oração, como descrevemos antes, tomamos pão e vinho e ação de graças por eles de acordo com sua capacidade, e a congregação responde amém. Depois os elementos consagrados são distribuídos a cada um, e todos participam deles, e são levados pelos diáconos às casas dia ausentes. Os ricos e os de boa vontade contribuem conforme seu livre arbítrio; e está coleta é entregue só presidente que, com ela, atende a órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade.”
(Justino Mártir, 100-167 d.C – disponível no “Manual Bíblico Halley”)

Então quem é esse rei que profanaria as leis e mudaria os tempos? Antíoco Epífanes 215-162 a.C

41″Então, o rei Antíoco publicou para todo o reino um edito, prescrevendo que todos os povos formassem um único povo. 42 Cada um devia renunciar a seus costumes particulares. Todos os gentios se conformaram a essa ordem do rei, e 43 muitos de Israel adotaram a sua religião, sacrificando aos ídolos e violando o sábado. 44 Por intermédio de mensageiros, o rei enviou, a Jerusalém e às cidades de Judá, cartas prescrevendo que aceitassem os costumes dos outros povos da terra. 45 Deviam suprimir holocaustos, sacrifícios e libações no templo; violar os sábados e as festas; 46 profanar o santuário e os santos; 47 eri­gir altares, templos e ídolos; sacrificar porcos e outros animais impuros. 48 Deviam também deixar seus filhos incir­cun­cidados e macular suas almas com toda sorte de impurezas e abominações, de maneira 49 a obrigarem-nos a esquecer a Lei e a transgredir as prescrições. 50 Todo aquele que não obedecesse à ordem do rei seria morto.”
I Macabeus, 1 – Bíblia Católica Online

Ensinos no Novo Testamento

Lucas a Colossenses

Nós marcamos a transição de um dia para o outro olhando o relógio a fim de observar as badaladas da meia-noite. No entanto, quando um rabino, nos dias de Jesus, precisava marcar a transição do dia comum para o santo dia do sábado, ele seguraria alto duas cordas: uma clara e uma escura. Quando a luz solar se tornasse fraca demais para distinguir qual era a corda clara e qual era a escura, então o sábado tinha iniciado (o sábado do AT começava ao por do sol da meia noite de sexta-feira). O rabino repetiria o mesmo processo para saber se o sábado já havia terminado. Ele marcava uma passagem de cada dia e o início do dia sagrado pela transição da luz para as trevas.

Em contraste, os escritores do NT uma transição diferente. Eles descrevem a transição do tempo sombrio do AT para a luminosidade do NT com o alvorecer da manhã de Páscoa. Você pode ver evidências dessa transição como no final do Evangelho de Lucas. (BER)

Porque João usa a κυριακῇ ἡμέρᾳ de forma única, sendo que não foi usada por mais ninguém?

  1. Apontar para o “Dia da Ressurreição” como algo inédito.
  2. Para distinguir do Dia da Ressurreição do Dia escatológico “παρουσίᾳ” referido em toda a bíblia (ἡμέρα τοῦ κυρίου). (cf. At 2.20; 1Co 5.5; 1Ts 5.2; 2Pe3.10)
  3. Acertadamente, Jerônimo verteu κυριακῇ ἡμέρᾳ (kyriakei hemerai) para a Vulgata Latina como Dominica die (“dia dominical”, “domingo”) e não como die domini (“dia do Senhor”). Veja: “Fui in spiritu in dominica die et audivi post me vocem magnam tamquam tubae”(Ap 1.10)   Daí, a clássica versão de Antônio Pereira de Figueiredo traduzir: “eu fui arrebatado em espirito hum dia de Domingo, e ouvi por detrás de mim huma grande voz como de trombeta”. De Figueiredo, A. P. (1885). A Bíblia Sagrada Contendo o Velho e o Novo Testamento Segundo a Vulgata Latina (Ap 1.10). Lisboa: n.p.

Resumo:

Não devemos desprezar a Gramática e a História

O primeiro dia da semana é o Dia do Senhor prefigurado no Sábado, anunciado por Deus através dos profetas e estabelecido na plenitude dos tempos pela morte e ressurreição de Cristo.

Seis dias trabalhavam os homens para descansar no Sétimo, prefigurando o descanso futuro. Já agora, recebemos o descanso em Cristo no prefigurado no primeiro dia da semana para trabalhar outros Seis bem intencionados. Por fim, a Graça inicia na vontade soberana de Deus, independente das nossas obras, e nos liberta da escravidão do pecado.

Este é o dia que o SENHOR fez;
regozijemo-nos e alegremo-nos nele. (Sl 118.24)

Fontes de Pesquisa:

Pohl, A. (2001). Comentário Esperança, Apocalipse de João. Curitiba: Editora Evangélica Esperança.
Kistemaker, S. (2014). Apocalipse. (J. Hack, M. Hediger, & M. Lane, Trads.) (2a edição, p. 2). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.
Stauffer, E. (2013). egṓ. G. Kittel, G. Friedrich, & G. W. Bromiley (Orgs.), J. A. dos Santos (Trad.), Dicionário Teológico do Novo Testamento (1a edição, Vol. 1, p. 217). São Paulo: Editora Cultura Cristã.
De Figueiredo, A. P. (1885). A Biblia Sagrada Contendo o Velho e o Novo Testamento Segundo a Vulgata Latina. Lisboa: n.p.
Almeida Revista e Atualizada. (1993). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
https://www.icp.com.br/df76materia2.asp
Bíblia de Estudo da Reforma. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
Holmes, M. W. (2011–2013). The Greek New Testament: SBL Edition. Lexham Press; Society of Biblical Literature.
Nova Versão Internacional. (2001). São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional.
Sociedade Bíblica do Brasil. (1999). Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil.
Sociedade Bíblica do Brasil. (2002). Bíblia de Estudo Almeida Revista e Corrigida. Sociedade Bíblica do Brasil.
https://www.icp.com.br/df43materia2.asp
https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/i-macabeus/
Collins, J. J., & Collins, A. Y. (1993). Daniel: a commentary on the book of Daniel. (F. M. Cross, Org.) (p. 322). Minneapolis, MN: Fortress Press.
Pinto, C. O. C. (2014). Foco & Desenvolvimento no Novo Testamento. (J. C. Martinez, Org.) (2a Edição revisada e atualizada, p. 598–599). São Paulo: Hagnos.


Exportados do Software Bíblico Logos, 18:10 9 de maio de 2020.

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