Sem categoria

PRESENTE DADO, PRESENTE REJEITADO – DEVOCIONAL EM JUÍZES 4

No texto de hoje, vemos um período em que Israel estava sendo oprimido durante vinte anos pelo rei de Canaã Jabim, que era temido por seus novecentos carros de ferro. Naquele tempo havia uma mulher juíza na região de Efraim que se chamava Débora, sempre que os filhos de Israel precisavam julgar alguma situação, procuravam a profetisa que tinha seu “escritório” debaixo de uma palmeira, pois naqueles dias não havia rei em Israel e cada um fazia o que era “reto” aos seus próprios olhos. (17.6; 21.25) 

     Conta o autor que Israel clama ao Senhor depois de longos anos de aflições; Débora que profetizava naqueles dias, transmitiu a palavra do Senhor à um homem chamado Baraque da tribo de Naftali que dizia: “…Vai e conduze contigo o exército ao monte Tabor. Toma contigo dez mil combatentes de Naftali e de Zebulom. Quando estiveres junto da corrente de Quisom, levarei a ti Sísara, o general do exército de Jabin, com seus carros e todas as suas tropas, e o entregarei às tuas mãos”. (4.6-7)

     A ordem estava dada, o verbo imperativo “vai” destaca a ordenança do Senhor. Não bastasse isso, o Senhor ainda diz “…entregarei às tuas mãos”, em outras traduções encontraremos a palavra “darei nas tuas mãos”, era um presente, bastava obedecer e ser honrado, mas a resposta de Baraque à profetisa expressa sua falta de segurança e falta de confiança no Senhor: “…Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei”.

     Se continuarmos lendo a história narrada, veremos que a contra resposta que Débora dá a este homem é exatamente o que ele mereceu, desonra… “…irei contigo, porém não será tua a honra da investida que empreendes; pois às mãos de uma mulher o Senhor entregará…”. Nada poderia ser pior pra um homem, naquela época uma mulher não tinha muita liberdade e nem honra comparada aos dias de hoje, mas o Senhor transfere a benção de um homem para uma mulher chamada Jael, que segundo o texto, tem o privilégio de ter o nome honrado nas Escrituras por salvar a nação de Israel tirando a vida do rei de Canaã.

      Diante de uma passagem como esta eu me pergunto: “quantos presentes o Senhor já nos entregou e por falta de fé, medo, insegurança, falta de confiança em Deus, permitimos que outros abram o presente que nos foi oferecido?!”, pois foi exatamente o que aconteceu, o Senhor “deu” a Baraque, mas quem abriu e se alegrou foi Jael. Se olharmos para a história o homem tende a negar as bênçãos de Deus. Ele enviou um presente, seu Filho Jesus aos Judeus, e os Judeus o rejeitaram (Jo 1.11), quem “abriu os presente” foram os gentios; fez uma festa, mas os convidados rejeitaram, quem participou do banquete foram os que aceitaram o convite (Mt 22:1-14). Resumindo, Ele nos oferece a Vida Eterna ao lado Dele, um presente imerecido, basta crer Naquele que Ele enviou. Escolheremos a desonra? daremos continuidade à este ciclo de falhas?

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!

Almeida Revista e Atualizada. (1993). (Mt 23.37–Lc 13.34). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.

Rafael Soletti Martin

Sem categoria

A CLAREZA DAS ESCRITURAS

Admirável e saudavelmente o Espírito dispôs as Escrituras de modo que, pelas passagens mais claras, ele pudesse satisfazer nossos desejos; e, pelas mais obscuras, remover nosso desprezo.

Agostinho, Christian Instruction. Traduzido por John J. Gavigan. Nova York: Cima Publishing Co., 1947.

As Escrituras são tão claras nas coisas necessárias à salvação, que podem ser entendidas pelos crentes sem o auxílio externo da tradição oral (agraphou) ou da autoridade eclesiástica? Isso afirmamos contra os papistas.

I. Os papistas, não satisfeitos com seu empenho para provar a insuficiência das Escrituras, a fim de introduzir a necessidade da tradição, começaram a questionar sua clareza (como se o sentido não pudesse de forma alguma ser averiguado com certeza sem o julgamento da igreja), a fim de ter um pretexto para afastar o povo de sua leitura. Havendo ocultado a candeia sob uma vasilha, reinaram nas mais densas trevas.

Estabelecimento da questão. II. Quanto ao estado da questão, observe-se: (1) A questão não diz respeito à clareza ou à obscuridade do assunto ou das pessoas. Não negamos que as Escrituras sejam obscuras aos incrédulos e aos não-regenerados, aos quais Paulo diz que seu evangelho está oculto (2Co 4.3). Também confessamos que o Espírito de iluminação é necessário para torná-las inteligíveis aos crentes. Antes, a questão diz respeito à obscuridade ou clareza do objeto ou das Escrituras (i.e., se são tão obscuras que o crente não pode apreendê-las para a salvação sem a autoridade e julgamento da igreja – o que negamos).
III. A questão não diz respeito à obscuridade das coisas ou dos mistérios registrados nas Escrituras. Concordamos que há muitos mistérios contidos ali, tão sublimes que transcendem o máximo alcance de nossa mente e podem até aqui ser chamados obscuros em si mesmos. Antes, a questão diz respeito à obscuridade do modo como essas coisas mais impenetráveis são enunciadas, e as quais afirmamos que são tão maravilhosamente acomodadas (synkatabasei) pelo Senhor que o crente (que tem abertos os olhos de seu entendimento), lendo atentamente, pode entender esses mistérios suficientemente para a salvação.
IV. A questão não é se as Sagradas Escrituras são claras em todas as suas partes, a ponto de não necessitar de interpretação nem de exposição de passagens duvidosas (do que Belarmino falsa e caluniosamente nos acusa, expondo a questão assim: “As Escrituras são em si mesmas tão perfeitamente claras e inteligíveis a ponto de não necessitar de nenhuma interpretação?” – VD 3.1, p. 96). Pois sem qualquer hesitação confessamos que as Escrituras têm suas adyta (“altitudes”) e bath? (“profundezas”), as quais não podemos adentrar ou sondar, e as quais Deus assim ordenou com o propósito de excitar o estudo dos crentes e aumentar sua diligência; humilhar o orgulho do homem e remover dele o desdém que poderia suscitar de exagerada clareza. Antes, a questão diz respeito somente às coisas necessárias à salvação e, de fato, apenas até onde se fazem necessárias ao conhecimento, e não podem ser desconhecidas sem se cometer crime. Por exemplo, o mistério da Trindade é claramente enunciado, no que concerne ao fato (to hoti), que é necessário, porém não no que concerne ao como (to p?s), o qual não nos é permitido conhecer (e nem é essencial à salvação). Como se dá na natureza, assim também nas Escrituras aprouve a Deus apresentar por toda parte e fazer acessíveis à compreensão todas as coisas necessárias; mas aquelas menos necessárias são tão veladamente ocultas a ponto de requerer grande exercício a fim de desvendá-las. E assim, além de pão e sustento, ela tem faustos, gemas e ouro em profundidade sob a superfície, só adquiríveis por meio de infatigável labor; e, como o céu está salpicado de estrelas maiores e menores, assim as Escrituras não são por toda parte igualmente resplendentes, porém são distinguidas por lugares mais claros e mais obscuros, como por estrelas de maior ou menor magnitude.
V. A questão não é se as coisas essenciais à salvação estão em todas as partes das Escrituras claramente reveladas. Reconhecemos que há algumas coisas difíceis de serem assimiladas (dysno?ta) e destinadas por Deus ao exercício de nossa atenção e poderes mentais. A questão é se as coisas essenciais à salvação estão por toda parte reveladas, pelo menos de modo que o crente possa, por detida meditação, averiguar sua veracidade (porque nada pode ser extraído da mais obscura passagem que não se possa encontrar em outro lugar em termos mais claros). Como observa Agostinho: “Admirável e saudavelmente o Espírito dispôs as Escrituras de modo que, pelas passagens mais claras, ele pudesse satisfazer nossos desejos; e, pelas mais obscuras, remover nosso desprezo” (CI 2.6 [FC 2:66; PL 34.39]); e: “Alimentamo-nos nos lugares públicos, somos exercitados pelos obscuros; ali, a fome é saciada; aqui, o desprezo” (Sermon 71, “De Verbis Domini”, 7.11 [PL 38.450]).
VI. A questão não diz respeito à clareza que não exclui os meios necessários para a interpretação (i.e., a luz interior do Espírito, a atenção da mente, a voz do ministro da igreja, sermões e comentários, oração e vigilância). Pois afirmamos que esses meios não apenas são úteis, mas também ordinariamente necessários. Apenas desejamos banir as trevas que impedem as pessoas de ler as Escrituras como se fossem nocivas e perigosas, e impedi-las de buscar recursos na tradição, quando podem repousar somente nas Escrituras.
VII. A questão, pois, se conclui nisto: se as Escrituras são tão claras nas coisas essenciais à salvação (não quanto às coisas enunciadas, mas quanto ao modo de enunciar; não quanto ao assunto, mas ao objetivo) que, sem o auxílio externo da tradição ou o julgamento infalível da igreja, podem ser lidas e discernidas proveitosamente pelos crentes. Os papistas negam isso; nós afirmamos.

Turretini, F. (2010). Compêndio de Teologia Apologética. (O. Olivetti, D. Ceron, & P. Arantes, Orgs.) (1a edição, Vol. 1, p. 206–208). Cambuci; São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.

Sem categoria

HOMEM É HOMEM E MACACO É MACACO

Bode é Bode, Ovelha é Ovelha


A analogia é perfeita, sem adaptação. A metáfora usada é honesta. Não é ficção e nem mitologia. Ovinos não se transformam em caprinos, bem como caprinos não se transformam em ovinos. São espécies criadas assim, diferentes uma da outra. Assim nascem, assim morrem. O sacrifício substitutivo de Cristo (Rom. 3. 25-25; II Co. 5.21) foi feito por ovelhas, e não por bodes. Ovelhas rebeldes, mas ovelhas (Mt. 20.28; Jo. 10.15).

BODES – O bode não tem o Espírito Santo habitando nele: “…mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. (Rom. 8.9) O bode não entende o Evangelho: “Por que não entendeis a minha linguagem? por não poderdes ouvir a minha palavra” (Jo. 8.43); “E Ele lhes disse: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas. Para que, vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados” (Mc. 4.11-12). O bode acha o Evangelho uma loucura: “Porque a palavra da Cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (I Co. 1.18). “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhes parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Co. 2.14). O bode não ouve porque não pertence a Deus: “Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus” (Jo. 8.47); “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro” (I Jo.4:6).

OVELHAS – As ovelhas entendem o Evangelho: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (Jo. 10.27); “Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação” ( I Co. 1.21). As ovelhas ouvem o Evangelho: “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim”. (Jo. 6.45). As ovelhas são trazidas pelo Pai a Jesus: “Todo que o Pai né dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (Jo. 6.37); “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer…” (Jo. 6.44). As ovelhas têm garantida a vida eterna: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas, já passou da morte para a vida” (Jo. 5.24); “E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se, e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”. (Atos 13.48) As ovelhas estão espalhadas pelo mundo: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também né convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um pastor” (Jo. 10.16). O Pai insiste em buscar as Suas ovelhas: “E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (Atos 18.9-10). Para “ouvir”, “discernir” e “entender”, é preciso ter o Espírito de Cristo. É condição prévia. Não é ouvir para depois ter o Espírito de Cristo. É ter o Espírito para puder ouvir; não é ouvir para tornar-se ovelha, mas o contrário. Quem são estes? Aqueles que o Pai dá a Cristo (Jo. 6.37). Estes são trazidos pelo Pai a Cristo (Jo. 6.44-65). Estes ouvem (Jo. 8.47), aprendem e discernem (Jo. 6.45), e só o farão se houver quem pregue (Rom.10:14).


“…O TEMPO ESTÁ CUMPRIDO, E O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO. ARREPENDEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO”. (Mc. 1.15)

Presbítero Ivo Matias Damas. Meus parabéns pelo seu aniversário hoje (18/10/2020), Rogamos as bênçãos de Deus sobre você e sua família!

Sem categoria

PRINCÍPIOS QUE DEVEM BALIZAR UMA ORDENAÇÃO PASTORAL

“Ainda que um Anjo apareça e queira te ordenar para o ministério pastoral, você não deveria aceitar sem que algumas coisas aconteçam…”. (Paráfrase)

GL 1.8

Sim meus irmãos, não basta o impor das mãos. Não basta ter vontade. Não basta que a igreja queira. Não basta formação teológica. Mesmo que um Anjo desça do céu e traga uma ordem de Deus para que alguém exerça o ministério pastoral, alguns princípios precisam estar em sincronia. Permita-me fazer algumas colocações:

1. DEUS PRECISA TE CHAMAR PARA O OFÍCIO

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres

(RA) Ef 4.11

Ninguém pode exercer essa função sem que tenha recebido de Deus o chamado. É Deus quem estabelece os princípios e as ordens de como se deve proceder na igreja (1 Tm 4.15). Como um corpo com uma prótese de plástico que não têm ligação com a cérebro, assim são todos aqueles que exercem qualquer ofício sem a vontade de Deus no corpo de Cristo, o qual é o Cabeça (Ef 5.23; Cl 1.18).

Esse ofício foi designado por Deus apenas aos homens (Ef 5.23, 1Co 14.34-35; 1Tm 2.11-15). Não porque a mulher não tenha condições ou inteligência. De fato, muitas vezes as mulheres falam melhor e são mais dedicadas e inteligentes que alguns homens. Deus não é machista, mas isso é para a preservação da mulher para que ela se dedique no árduo e digno ministério de mãe (1Tm 2.15). Deus, historicamente já provou o seu cuidado para com as mulheres provendo herança (Nm 36), cuidando para que elas desfrutassem do marido no primeiro ano de casamento sem que ele fosse mandado à guerra (Dt 24.5), impondo a circuncisão apenas aos homens (Lv 12.3).

O princípio que baliza a diferença de função é a ordem da criação, e para que nossa mente não pense que Paulo está dando uma ordem “cultural”, ou seja, apenas para a igreja de Éfeso, ele cita o Éden (1Tm 2.11-14) como fundamento que coloca a igreja em ordem. Nisso não há demérito algum, pois a própria trindade exerce funções distintas sem que haja depreciação na essência divina (O Pai decreta, o Filho executa, o Espírito Santo efetiva a salvação).

O ideal é que a igreja seja pastoreada por um presbitério composto de pessoas mais “experimentadas”. Sim, Deus quer cuidar dos jovens para que não caiam em soberba (1Tm 3.6). Entretanto, existem exceções e devemos respeitá-las (1Tm 4.12), desde que nos enquadremos nos requisitos mínimos do ofício (1Tm 3.1-13).

Portanto, é uma função válida para a igreja nos dias de hoje, é um dom dado por Deus e o homem não deve se apoderar dele ilegitimamente conforme nos ensina a Confissão Belga:

…cada membro deve cuidar para não se apoderar do ofício por meios ilícitos, mas deve esperar a hora em que for chamado por Deus, a fim de ter, assim, a certeza de que a sua vocação vem do Senhor.

Artigo 31

Confira alguns textos que evidenciam a o chamado divino (1Co 12.28; 1Tm 4.14;5.22; Hb 5.4; Ef 4.11-12; At 1.24; 20.24)

2. O HOMEM TEM QUE ALMEJAR O SERVIÇO NA IGREJA

Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.

(RA) 1Tm 3.1

Parece óbvia essa questão né? mas não! Existem aqueles que exercem a função, mas sem vontade, sem o “chamado interno”. Uma vez que Deus é quem distribui os dons para a edificação da igreja (Ef 4.12; 1Co 12.6), é Ele também que incuti no coração do homem o desejo do serviço e também faz do homem o seu instrumento.

É necessário, portanto, que a vontade de Deus esteja incutida no coração do homem e que este, expresse isto na igreja local.

Contudo, sabemos que é Deus quem chama e também quem capacita e executa todos os seus desígnios na vida do crente independentemente da capacidade humana (1Ts 5.24; Fp 1.6; 1Co 1.26-29; 1Pe 5.10).

3. A IGREJA LOCAL DEVE RECONHECER E ACEITAR A VOCAÇÃO DO PASTOR

Cremos que os ministros da Palavra de Deus, os presbíteros e diáconos devem ser escolhidos para seus ofícios mediante a eleição legítima pela igreja, sob invocação do Nome de Deus e em boa ordem, conforme a Palavra nos ensina.

Confissão Belga, Artigo 31

Não adianta Deus chamar, não adianta o homem querer, e também as duas coisas juntas não bastam se não existir o “chamado externo”. A igreja é quem reconhece o dom do episcopado, a igreja local é quem deve praticar o filtro contra os falsos mestres (Mt 7.15-23).

Quantas vezes eu vi pessoas que chegavam de outras igrejas com o “titulo” de pastor, mas que estes não tinham o reconhecimento da igreja local. Isso prejudica o corpo, trás contendas, porque a igreja local precisa reconhecer a aptidão da pessoa para esta função (At 1.23-24; 6.2-3).

Uma observação, a congregação local não pode impor as mãos sobre uma pessoa e ordená-lo a qualquer ofício. A imposição de mãos deve se dar de líderes para candidatos a liderança. Se na congregação não existe um corpo regente, é necessário que a igreja local procure outra igreja local com governo estabelecido e assim empunhem as mãos sobre o candidato para ordená-lo. Quem faz líderes sãos os líderes, tema para outro estudo…

4. EXEMPLO DENTRO DE CASA

e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito   (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)

(RA) 1Tm 3.4-5

Já ouviu aquela história da criança que gosta de ir a igreja porque lá seu pai é diferente? Pois é, o exemplo deve começar em casa. Não é um requisito ser casado para pastorear, mas para aqueles que são casados, é requisito que pastoreiem primeiramente o seu lar.

Não existe exceção, é nesse ponto que também não me vejo preparado ainda para liderar uma igreja até o momento. É aqui que eu entendo que o homem não deve ser jovem, é aqui que eu entendo que o homem deve ser maduro e “experimentado”. Aqui se aplica o ideal de Deus “que não seja neófito”. Existe sim jovens maduros, mas são exceções. Em muitos casos um jovem não poderá pastorear pessoas mais velhas ainda por não ter tido o tempo de vida suficiente para lidar com algumas situações.

É claro que eu creio que quem transforma é a Palavra, e que o ministro não deve fazer nada além de aconselhar segundo a Palavra. Nisso os jovens podem estar muito bem treinados e aptos para ensinar (1Tm 3.2), mas culturalmente um israelita não exercia liderança com menos de trinta anos de idade. Porque será que Jesus iniciou o ministério na casa dos 30 (Lc 3.23)? Jeremias conhecia muito bem o ideal de Deus ao declarar “não passo de uma criança” ao ser chamado por Deus para falar aos “cabeças de israel” (Jr 1.6,10).

Portanto é recomendável que para que o homem aceite o ofício na igreja local, tenha o aval da esposa e filhos (no caso dos casados). A entrevista da liderança deve começar com sua esposa e filhos, depois ao candidato.

5. UM ADENDO

No meu ponto de vista, que julgo ser bíblico, não existe pastor de missões, não existe pastor de acampamento, não existe pastor itinerante, não existe pastor jubilado. Mas existe pastor de um rebanho local. Chamamos alguns de “pastores” de maneira carinhosa e até homenageosa, mas não sei se deveríamos. Vou explicar o porque:

Os requisitos de Deus é para a instrução na igreja local (1Tm 3.14-15) com a ministração dos sacramentos, com estudo sistemático das Escrituras e a prática da disciplina eclesiástica.

O Pastor deve ser chamado por Deus, deve almejar o serviço numa igreja local e deve ser reconhecido por ela. O pastorado é uma função, e a pessoa só pastoreia enquanto exerce o ofício num corpo local.

Digo isto porque algumas pessoas acham que uma vez ordenadas, sempre ordenadas. Acham que o pastorado é um dom vitalício. Quantas pessoas já não cumprem mais os requisitos de 1Tm 3.1-13 e ficam desfilando em igrejas com o título de pastor?

Já estão no segundo casamento, cometeram adultério, não souberam cuidar do seu lar, não tem os filhos criados sob disciplina, violentos, beberrões, que dão maus testemunho para aqueles de fora da igreja, avarentos, promovem facção na igreja, saíram de outras igrejas com a ficha suja e chegam com o título de “Pastor”.

A igreja deve se posicionar, estar firmes nas doutrinas da Palavra e preservar os homens que chegam neste estado, não devem designar nenhuma função na liderança. Um pouco de fermento leveda toda a massa (1Co 5.6-7; Gl 5.9).

O que fazer com pessoas assim na igreja? pastoreá-los. Eles precisam entender que a função pastoral é condicionada aos princípios mencionados. A disciplina eclesiástica é prática de amor, é para que a congregação tema (1Tm 5.20), é para que ele não sejam vítimas das ciladas de Satanás e nem sejam eles um motivo de escândalo para a igreja, eles precisam sentar e serem pastoreados. Se tais pessoas não se submetem a igreja depois de ter pecado em alguma área mencionada, devem ser excomungados da igreja (Mt 18.17-20).

Isso vale para todos os ministros e oficiais da igreja, seja lá qual for o título.

CONCLUSÃO

Devemos descansar no kairós (tempo perfeito) de Deus. De que adianta colocar a carroça na frente dos burros? Não foi assim que Moisés feriu a rocha sem a ordem de Deus? (Nm 20.11). Meus queridos, Deus não tarda, ele age no tempo certo. Se Deus nos chamou ele há de realizar em nós a boa obra. Não podemos fazer as coisas na força do nosso braço, caso contrário, seremos próteses sem ligação com a cabeça. Seremos súditos de nós mesmos e não do Rei.

Deus não pode violar sua Palavra dando um “jeitinho”, abrindo exceções. As regras estão claras, os requisitos são para todos.

Ele chama, nós almejamos, a igreja reconhece, nossa família apoia.

Enquanto isso, devemos nos dedicar ao conhecimento das Escrituras e na evangelização das almas. Estudar a palavra é nosso dever, conhecer a narrativa e a sistematização lógica das Escrituras é nossa obrigação.

Aproveite bem o tempo de preparo, pois, quanto melhor o fio da navalha, mais eficaz e eficiente será o trabalho.

Deus abençoe a todos,

com carinho Rafael Soletti.

Sem categoria

SOMENTE PELA ILUMINAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO SE PODE CONHECER DEUS E AS COISAS DE DEUS

Se houvéssemos de estar persuadidos, o que deve estar fora de controvérsia, de que nossa natureza carece de tudo quanto o Pai celestial confere a seus eleitos mediante o Espírito de regeneração, não haveria aqui nenhuma razão para hesitação. Ora, o povo fiel assim fala no Profeta: “Pois que em ti está a fonte da vida” e “em tua luz vemos a luz” [Sl 36.9]. O Apóstolo testifica o mesmo, quando diz que ninguém pode falar: “Jesus é o Senhor”, a não ser no Espírito Santo [1Co 12.3]. E João Batista, vendo a estupefação de seus discípulos, exclama que ninguém pode apreender absolutamente nada, a não ser que lhe seja dado de cima [Jo 3.27]. Que esse dom, porém, é por ele entendido quanto a uma iluminação especial, não de um dote comum da natureza, evidencia-se disto: que se queixa de nada haver alcançado com tantas palavras com que havia Cristo recomendado a seus discípulos. “Vejo”, diz ele, “que, a não ser que o Senhor tenha dado entendimento mediante seu Espírito, minhas palavras nada são para imbuírem as mentes dos homens a respeito das coisas divinas.”

Ora, enquanto ao povo censura sua facilidade de esquecer, contudo ao mesmo tempo nota até mesmo o próprio Moisés que ninguém pode de outra maneira fazer-se sábio nos mistérios de Deus, a não ser pela benevolência dele próprio. Diz ele: “Teus olhos viram aqueles sinais e portentos ingentes, e o Senhor não te deu coração para entender, nem ouvidos para ouvir, nem olhos para ver” [Dt 29.3,4]. Que mais precisaria dizer, se no que tange à consideração das obras de Deus, nos chamou de broncos? Donde, como expressão de graça singular, o Senhor promete, por intermédio do Profeta [Jr 24.7], haver de dar aos israelitas um coração para que seja por eles conhecido, indicando, sem dúvida, que, espiritualmente, a mente do homem só sabe quando é por ele iluminada.

Cristo, por sua palavra, também confirmou isto claramente, quando dizia que ninguém podia vir a ele, a não ser aquele a quem fosse dado por seu Pai [Jo 6.44]. E então? Porventura não é ele a imagem viva do Pai [Cl 1.15], na qual se nos exprime todo o esplendor de sua glória? [Hb 1.3]. Portanto, ele não pôde mostrar de forma mais clara qual é nossa capacidade para conhecermos Deus, do que quando nega que tenhamos olhos para contemplar-lhe a imagem mesmo onde tão claramente ela se exibe. E então? Porventura Cristo não desceu à terra para que revelasse aos homens a vontade do Pai? [Jo 1.18]. Ainda, porventura não desempenhou ele fielmente sua missão? Evidentemente, assim é. Nada, porém, se alcança com sua pregação, a não ser que o Espírito, como um Mestre interior, mostre o caminho aos corações. Portanto, a ele não vêm senão aqueles que ouviram do Pai e por ele foram ensinados.

Qual é esta forma de aprender e de ouvir? Certamente onde, por seu admirável e singular poder, o Espírito forma ouvidos para ouvir e mentes para entender. E para que isso não pareça novidade, Cristo cita a profecia de Isaías, no qual, enquanto promete a renovação da Igreja, ensina que haverão de ser doutrinados por Deus aqueles que se haverão de congregar para a salvação [Is 45.13; Jo 6.45]. Se nesta passagem Deus prediz algo peculiar acerca de seus eleitos, é evidente que não está falando dessa modalidade de ensino que é comum até mesmo aos ímpios e profanos.

Resta, portanto, que entendamos que o acesso ao reino de Deus a ninguém se abre senão àquele a quem, em virtude de sua iluminação, o Espírito Santo tenha feito nova a mente. Na verdade, Paulo falou mais claramente que todos, dizendo que, tendo entrado expressamente nesta discussão, depois que condenou de estultície e frivolidade a toda a sabedoria dos homens, e até a reduziu inteiramente a nada, finalmente assim conclui: “O homem natural não pode compreender as coisas que são do Espírito de Deus. Elas lhe são loucura. Nem pode entendê-las, porquanto se discernem espiritualmente” [1Co 2.14]. A quem chama de homem natural? Evidentemente, àquele que se apoia na luz da natureza. Digo que esse nada entende dos mistérios espirituais de Deus.

Por que assim? Porventura porque por indolência os negligencia? Pelo contrário, ainda que se esforce, nada pode, porque, na verdade, esses mistérios espirituais se discernem espiritualmente. Que quer dizer isso? Porque são inteiramente escondidos à perspicácia humana, só se fazendo manifestos pela revelação do Espírito; por isso que são tidos por estultície onde o Espírito de Deus não ilumina. Anteriormente, porém, Paulo exaltara acima da capacidade dos olhos, dos ouvidos, das mentes, as coisas que Deus preparou para os que o amam [1Co 2.9]. Além disso, declarara que a sabedoria humana é como que um véu pelo qual a mente é impedida de ver Deus. Que desejamos ainda? O Apóstolo declara que a sabedoria deste mundo foi por Deus feita vã [1Co 1.20]. E nós, na verdade, lhe atribuiremos capacidade com que possa penetrar até Deus e os recônditos do reino celeste? Longe de nós tão grande loucura!

Calvino, J. (2006). As Institutas. (W. Carvalho Luz, Trad.) (Edição Clássica, Vol. 1–4). São Paulo: Editora Cultura Cristã.

Sem categoria

MUDANÇAS NA DIREÇÃO CORRETA!

Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.

Isaías 30.21 (RA)

Muitas mudanças estão acontecendo na vida de muitas pessoas de nossa igreja: mudanças na escola dominical; mudanças nos assuntos de escola; mudanças de casa para algumas famílias, entre outras.

É justamente sobre este tema que o versículo responde: “quando estivermos nos desviando do caminho certo, poderemos corrigir a “nossa rota” de acordo com a vontade de Deus”.

Para tanto, gostaria de extrair deste versículo duas atitudes importantes para não continuarmos na direção errada:

A primeira delas é ouvir a voz de Deus. O que só acontece quando temos tempo de leitura e meditação em Sua Palavra, bem como tempo de oração com Ele.

A segunda é seguir a a direção que Ele nos orienta. Isso também só é possível quando obedecemos o que Ele orienta em Sua Palavra.

Portanto, neste maravilhoso e esclarecedor versículo da Bíblia, encontramos orientações de Deus para mudanças na direção certa.

E que no decorrer deste semestre Deus fale sempre atrás de nós sobre qual a direção que ele deseja que sigamos. E por Sua graça possamos amadurecer com as mudanças que estaremos vivendo. Amem!

Soli Deo Glória

Reverendo Eutichio Alves é pastor na Comunidade Presbiteriana Águas Vivas em Atibaia – SP. Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida e Mestre pelo Centro de Pós Graduação Andrew Jumper. Esposo de Adriana e pai da Amanda.

Sem categoria

O DECRETO DIVINO E AS AÇÕES DOS HOMENS

Todas as ações dos homens, fazem parte do decreto divino. O termo “decreto de Deus” diz respeito ao propósito ou determinação em relação a acontecimentos futuros. Isso significa, que tudo que acontece no mundo, está relacionado ao propósito de Deus, e não, por causa das leis fixas da natureza ou obra do destino ou do acaso, como muitos acreditam. Não são os homens quem dirigem a história, mas o Deus Criador de todas as coisas que age para que as coisas aconteçam segundo os seus propósitos. Os homens são apenas Seus agentes.

Em todas às ações dos homens Deus está presente, ou seja, tem a sua participação em tudo. Nunca se pode excluir Deus das ações dos homens, quer sejam boas ou sejam más. “Pois nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17:28).

Deus tem um plano, e realizará esse plano conforme tudo que ele propôs “…Eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade” (Is 46.9-10). Esse plano foi traçado antes da fundação do mundo. Deus age com sua providência cumprindo no tempo aquilo que Ele planejou.

Deus conhece todas as coisas, pois Ele é onisciente. Contudo, Deus não só conhece, como tem o controle também de todas as coisas, e através de Sua soberania (onipotência), executará a realização de seu plano decretado desde a eternidade.

Nenhuma ação dos homens é realizada independente de Deus. Em Sua soberania, Deus atua até mesmo nos atos maus dos homens maus. Deus tem o total controle do universo. Ele guia os eventos do mundo para um determinado fim, que é o “beneplácito de sua vontade”(Ef 1.5), é o seu supremo propósito para esse mundo que redunda em “louvor para a sua Glória”(Ef 1,12).

Deus está orquestrando tudo. Deus é soberano sobre o mal, embora Ele não seja o autor do mal. Mas Deus usa o mal que já está no mundo para seus bons propósitos redentores. Deus não cria o mal, porém, em se tratando do bem, ele cria, Ele é a própria fonte do bem, e de tudo que é bom. Ele é o Deus que trabalha, conforme está escrito em Isaías: “ Desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera”(Is 64.4).

Deus usa a quem Ele quer e o que Ele quer para executar seus planos. Deus é bom sempre. Ele é justo sempre. não há erro no Altíssimo. Cremos no Deus soberano criador de todas as coisas que governa crentes e descrentes. Todos os propósitos de Deus foram feitos em sabedoria e Ele tem o poder necessário para executá-los, por isso não há motivo para mudanças “Conhecidas são a Deus, desde o princípio do mundo, todas as suas obras”(Atos 15.18). É somente sobre a base dos decretos divinos que podemos compreender e crer que “todas as coisas são para o bem”(Rm 8.28).

Mariza Tavares de Souza é Advogada e Mestre em Divindade (M. Div), com concentração em estudos Históricos-Teológicos pelo Centro Presbiteriano Pós-Graduação Andrew Jumper. Bacharel em Direito, Pela Universidade Federal do Pará (1984). Pós-Graduada em Direito Empresarial pela Universidade São Judas (2001). Professora da Escola Bíblica Dominical (classe adultos) da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. Natural de Belém-PA, em 14/10/1956. Casada há 40 anos com o Professor Universitário Eloi Tavares de Souza, Mãe e Avó.

Sem categoria

É POSSÍVEL PREGAR O EVANGELHO SEM USAR PALAVRAS?

Rafael Soletti Martin

SIM NÓS PODEMOS anunciar o Evangelho de Cristo por meio de um ato, MAS APENAS UM ATO!

1 Coríntios 11:26
Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.

Este é o único ato legal que anuncia o Evangelho de Cristo por si mesmo. E mesmo assim sempre que esse sacramento for administrado, ele será acompanhado do estudo da Palavra e da comunhão da igreja. Somente pregará desta maneira aquele que está em comunhão com Cristo. Automaticamente isso exclui o movimento desigrejado.

Diferente da heresia ensinada em muitas igrejas, agências missionárias e seminários, o mandamento de Cristo é: “Pregue a Palavra”. (Mt 28.20; 10.7; Mc 16.15; Lc 9.60; Rm 10.14; Gl 1.23; 2 Tm 4.2)

Portanto, aquela famosa frase “pregue o evangelho, se possível use palavras”, não tem fundamento bíblico e pode ser considerado uma heresia, uma doutrina que não tem respaldo bíblico por atacar um dos pilares do cristianismo (pregação/ensino) e desconstruir o que define uma igreja que é: o ensino da palavra, a prática das ordenanças (sacramentos), e a prática da disciplina eclesiástica.

AS OBRAS

As boas obras estão vinculadas a nossa fé, uma vez que Deus nos planejou para isto (Ef 2.10; Rm 8.29). Porém, ela apenas evidência a fé que temos (Tg 2.17-26), e o máximo que ela pode fazer é abrir portas para a PREGAÇÃO DO EVANGELHO (1 Pe 3.1)

RESUMINDO

Quer pregar o evangelho pelas obras? Esteja em comunhão com Deus, e seja membro de uma igreja local. Seja batizado e celebre a Ceia do Senhor, caso contrário não há essa opção.

PREGUE O EVANGELHO COM PALAVRAS, pregue a tempo e fora de tempo, estude, treine, obedeça, seja ousado, pratique a comunhão com Deus, seja membro de uma igreja local, seja batizado e celebre a Ceia do Senhor.

Se puder, dê comida àquele a quem você vai pregar, se puder, aqueça aquele que tem frio antes de pregar a ele, se puder, estenda a mão aquele que precisa antes de pregar, se coloque no lugar daquele a quem você pregará, caso contrário, é pura hipocrisia, preguiça, comodismo e desobediência.

Romanos 10:14-15
Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!

A seu serviço, Rafael Soletti Martin
Sem categoria

Qual a explicação para o Batismo de Jesus?

Mariza Tavares de Souza

É notório que o batismo de Jesus não era de arrependimento, pelo simples fato de João não querer batizar Jesus, como podemos observar quando ele diz ” Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?”(Mateus 3.14).

Contudo, a explicação para o batismo de Jesus, nós encontramos no próprio texto, mediante a resposta de Jesus, quando declara “Deixa por enquanto, porque assim, nos convém cumprir toda a justiça.” (Mt 3.15). Podemos concluir aqui, que o batismo de Jesus, era para cumprir toda a justiça. Mas, o que significa essa expressão para nós?

O sentido dessa expressão, era que o batismo de Jesus era necessário, pois estava em conformidade com a justiça divina. É importante ressaltar, que o batismo de João tinha como objetivo cumprir três coisas relevantes: a primeira, era a aparição pública de Jesus; a segunda, era para cumprir a promessa de que era o próprio João quem anunciaria o Cristo; a terceira , a unção do Messias.

O batismo representava a unção de Jesus com o Espírito Santo, para o ofício e tarefa do Servo Messiânico do Senhor, da mesma forma que os reis, os sacerdotes e profetas eram ungidos.

Após Jesus ser batizado diz a Palavra de Deus: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus e viu o Espírito de Deus descendo como pomba , vindo sobre ele” (Mt 3.16). Podemos certificar, que o elemento principal no batismo de Jesus, não foi a água, porém, o Espírito Santo. Haja vista, que os Céus se abriram no momento em que Jesus foi batizado. E sabemos, que Céus abertos significam sempre acesso.

Logo após, aconteceu algo de maravilhoso e extraordinário, quando ouviu-se a voz de Deus que dizia: “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17). Depois de 400 anos de silêncio, Deus falava diretamente do céu, anunciando o maior de todos os acontecimentos.

Nesse momento Deus estava indicando que só Jesus era o escolhido para realizar a missão de salvação.

Mariza Tavares de Souza é Advogada e Mestre em Divindade (M. Div), com concentração em estudos Históricos-Teológicos pelo Centro Presbiteriano Pós-Graduação Andrew Jumper. Bacharel em Direito, Pela Universidade Federal do Pará (1984). Pós-Graduada em Direito Empresarial pela Universidade São Judas (2001). Professora da Escola Bíblica Dominical (classe adultos) da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. Natural de Belém-PA, em 14/10/1956. Casada há 40 anos com o Professor Universitário Eloi Tavares de Souza, Mãe e Avó.