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6 – O Filho de Deus Não Muda

Jesus Cristo “ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8) e seu toque ainda tem seu antigo poder. Ainda permanece verdadeiro que “também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). Ele nunca muda. Este fato é a grande consolação de todo o povo de Deus.

Fonte:

Packer, J. I. (2014). O Conhecimento de Deus (Guia de Estudo) (P. C. Nunes dos Santos, Trad.; 1a edição, p. 74). Editora Cultura Cristã.

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5 – Os Propósitos de Deus Não Mudam

“Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende”, declarou Samuel, “porquanto não é homem, para que se arrependa” (1Sm 15.29). Balaão disse o mesmo: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa” (Nm 23.19). Arrependimento significa rever o próprio julgamento e mudar o seu plano de ação. Deus nunca faz isso; ele nunca precisa fazer isso, pois seus planos são feitos na base de um conhecimento e um controle completos que se estendem a todas as coisas, seja no passado, no presente ou no futuro, de maneira que não podem existir emergências repentinas ou situações que estejam acontecendo fora de sua vista e que o tomem de surpresa. “Uma de duas coisas leva o homem a mudar de ideia e mudar seus planos: ausência de previsão para antecipar tudo o que acontece ou falta de previsão para executá-los. Mas como Deus é tanto onisciente quanto onipotente, nunca há qualquer necessidade de ele rever seus decretos” (A. W. Pink). “O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações” (Sl 33.11).
O que Deus faz no tempo ele planejou desde a eternidade. E tudo o que ele planejou na eternidade ele faz acontecer no tempo. E tudo o que ele se comprometeu a fazer em sua palavra será infalivelmente realizado. Assim, lemos acerca da “imutabilidade do seu propósito” em trazer crentes ao pleno gozo de sua herança prometida e acerca do juramento imutável pelo qual ele confirmou seu propósito a Abraão, o arquétipo do crente, tanto para a própria segurança de Abraão quanto para a nossa também (Hb 6.17s.). Assim é que ocorre com todas as intenções anunciadas de Deus. Elas não mudam. Nenhuma parte de seu plano eterno se altera.
É verdade que há um grupo de textos (Gn 6.6–7; 1Sm 15.11; 2Sm 24.16; Jn 3.10; Jl 2.13–14) que falam de Deus como se arrependendo. A referência, em cada caso, é relativa à mudança no tratamento de Deus em relação a um dado povo, como consequência à reação deste povo ao seu tratamento. Mas não há qualquer sugestão de que esta reação não fosse prevista ou que tenha tomado Deus de surpresa e não fosse parte de seu plano eterno. Não há nenhuma mudança em seu propósito eterno quando ele começa a lidar com uma pessoa de uma nova maneira.

Fonte:

Packer, J. I. (2014). O Conhecimento de Deus (Guia de Estudo) (P. C. Nunes dos Santos, Trad.; 1a edição, p. 73–74). Editora Cultura Cristã.

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4 – Os Caminhos de Deus Não Mudam

Ele continua a tratar homens e mulheres pecadores da mesma maneira como faz na história bíblica. Ele ainda mostra sua liberdade e senhorio ao fazer distinção entre pecadores, possibilitando alguns a ouvirem o evangelho enquanto outros não, e levando alguns dos que o ouvem ao arrependimento, enquanto deixa outros em sua descrença; e, assim, ensina aos seus santos que não deve misericórdia a ninguém e que é inteiramente por sua graça, de nenhum modo por seu próprio esforço, que eles encontraram a vida.
Ele abençoa aqueles em quem põe seu amor, tornando-os humildes de um modo que toda a glória possa ser somente sua. Ele odeia os pecados de seu povo e usa todos os tipos de sofrimento interno e externo e tristezas para afastar seus corações da concupiscência e da desobediência. Ele busca a comunhão de seu povo e envia tanto tristezas quanto alegrias a fim de separar seu amor de outras coisas e vinculá-lo a ele. Ele ensina os crentes a valorizarem seus dons prometidos ao fazê-los esperar por esses dons e os compele a orar persistentemente por eles, antes de concedê-los. É isto que lemos acerca de como Deus lida com seu povo no registro das Escrituras e é assim que ele ainda o trata. Seus objetivos e princípios de ação permanecem consistentes; em nenhum momento ele é inconsistente com seu caráter. Nossos caminhos, sabemos, são pateticamente inconstantes – mas não os de Deus.

Fonte:

Packer, J. I. (2014). O Conhecimento de Deus (Guia de Estudo) (P. C. Nunes dos Santos, Trad.; 1a edição, p. 73). Editora Cultura Cristã.

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3 – A Verdade de Deus Não Muda

As pessoas, algumas vezes, fazem afirmações que, na realidade, não desejavam fazer, simplesmente porque não conhecem sua própria mente; além disso, como seus pontos de vista mudam, frequentemente veem que não podem mais sustentar as coisas que disseram no passado. Todos nós, em algum momento, temos de revogar nossas palavras, porque elas deixaram de expressar aquilo que pensávamos; algumas vezes, temos de engolir nossas palavras, porque fatos concretos as refutam.
As palavras ditas pelos seres humanos são instáveis. Mas não é assim com as palavras de Deus. Elas permanecem para sempre, como expressões inabalavelmente válidas de sua mente e de seu pensamento. Nenhuma circunstância demanda que ele as anule; nenhuma mudança em seu próprio pensamento exige que ele as corrija. Isaías escreve: “Toda a carne é erva… seca-se a erva… mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Is 40.6ss.). Semelhantemente, o salmista diz: “Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu… todos os teus mandamentos são verdade… há muito sei que as estabeleceste para sempre” (Sl 119.89,151–152).
A palavra traduzida por “verdade” no último versículo leva consigo a ideia de estabilidade. Quando lemos nossas Bíblias, portanto, precisamos lembrar que Deus ainda mantém todas as promessas, exigências, declarações de propósitos e palavras de advertência que são dirigidas aos crentes do Novo Testamento. Elas não são relíquias de uma era passada, mas uma revelação da mente de Deus eternamente válida para seu povo em todas as gerações, enquanto o mundo existir. Foi assim que nosso Senhor nos disse: “A Escritura não pode falhar” (Jo 10.35). Nada pode anular a verdade eterna de Deus.

Fonte:

Packer, J. I. (2014). O Conhecimento de Deus (Guia de Estudo) (P. C. Nunes dos Santos, Trad.; 1a edição, p. 72). Editora Cultura Cristã.

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2 – O Caráter de Deus Não Muda

A tensão, ou choque, ou uma lobotomia podem alterar o caráter de uma pessoa, mas nada pode alterar o caráter de Deus. No curso da vida humana, os gostos, a aparência e o temperamento podem mudar radicalmente: uma pessoa gentil, equilibrada, pode se tornar amarga e estranha; uma pessoa de boa vontade pode vir a se tornar fria e insensível. Todavia, nenhuma dessas coisas acontece com o Criador. Ele nunca se torna menos verdadeiro, ou misericordioso, ou justo, ou pior do que sempre foi. O caráter de Deus é hoje e sempre será exatamente do modo que era nos tempos bíblicos.
É instrutivo, neste aspecto, juntarmos duas revelações de seu “nome” no livro de Êxodo. O “nome” revelado é, naturalmente, mais do que um rótulo; é uma revelação do que ele é em relação a nós.
Em Êxodo 3, lemos que Deus anunciou seu nome a Moisés como “Eu sou o que sou” (v. 14) – uma expressão da qual Javé (Jeová, “o Senhor”), é, na realidade, uma forma abreviada. Este “nome” não é uma descrição de Deus, mas simplesmente uma declaração de sua autoexistência e de sua eterna imutabilidade, uma lembrança à humanidade de que ele tem vida em si mesmo e de que aquilo que ele é agora, ele será eternamente.
Em Êxodo 34, porém, lemos como Deus “proclamou o nome do Senhor” a Moisés ao alistar as várias facetas de seu santo caráter. “SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos” (v. 6–7).
Essa proclamação complementa aquela de Êxodo 3 ao nos dizer o que, de fato, é Jeová; e aquela de Êxodo 3 complementa esta ao nos dizer que Deus é eternamente aquilo que, naquele momento, três mil anos atrás, ele disse a Moisés que era. O caráter moral de Deus é imutável. Deste modo, Tiago, em uma passagem que trata da bondade e da santidade de Deus e de sua generosidade para com os homens e de sua hostilidade ao pecado, fala de Deus como aquele “em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17).

Fonte:

Packer, J. I. (2014). O Conhecimento de Deus (Guia de Estudo) (P. C. Nunes dos Santos, Trad.; 1a edição, p. 71–72). Editora Cultura Cristã.

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1 – A Vida de Deus Não Muda

Ele é “desde a eternidade” (Sl 93.2), “o Rei eterno” (Jr 10.10), “o Deus incorruptível” (Rm 1.23), “o único que possui imortalidade” (1Tm 6.16). “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Sl 90.2). Terra e céus, diz o salmista, “perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim” (Sl 102.26s.). “Sou o primeiro e também o último” (Is 48.12).
As coisas criadas têm um começo e um fim, mas não é assim com seu Criador. A resposta para a pergunta de uma criança: “Quem fez Deus?”, é simplesmente que Deus não precisou ser feito, pois sempre existiu. Ele existe para sempre e é sempre o mesmo. Ele não fica mais velho. Sua vida não aumenta nem diminui. Ele não ganha novos poderes, nem perde aqueles que ele já teve. Ele não amadurece ou se desenvolve. Ele não fica mais forte, ou mais fraco, ou mais sábio à medida que o tempo passa. “Ele não pode mudar para melhor”, escreveu A. W. Pink, “pois ele já é perfeito; e sendo perfeito, ele não pode mudar para pior”.
A primeira e fundamental diferença entre o Criador e suas criaturas é que elas são mutáveis e sua natureza admite mudança, enquanto Deus é imutável e nunca pode deixar de ser o que ele é. Como afirma o hino,

Desabrochamos e florescemos como folhas na árvore,
E murchamos e perecemos – mas nada muda a Ti.

Assim é o poder da “vida indissolúvel” (Hb 7.16) de Deus.

Fonte:

Packer, J. I. (2014). O Conhecimento de Deus (Guia de Estudo) (P. C. Nunes dos Santos, Trad.; 1a edição, p. 70–71). Editora Cultura Cristã.